Rádio Caminho para a Vida FM

PESQUISA QUALITATIVA (FOCUS GROUP)
PROGRAMA: “A PRODUÇÃO JORNALÍSTICA DA
PERIFERIA”
EMISSORA: CAMINHO PARA VIDA
DATA: 23.01.2025 (20h)
QTDE. PARTICIPANTES: 7

PERFIL DEMOGRÁFICO DO GRUPO

  • A REUNIÃO FOI REALIZADA VIRTUALMENTE NA NOITE DO DIA 23.01.2025 (20H)
    • O GRUPO ESTAVA COMPOSTO POR 7 PESSOAS, SENDO:
    • 1 MULHER
    • 6 HOMENS
    • AS IDADES ESTAVAM ENTRE 16 E 55 ANOS

EPISÓDIOS OUVIDOS E DEVICE UTILIZADO

• OS PARTICIPANTES DO GRUPO OUVIRAM ENTRE 6 E A TOTALIDADE DOS EPISÓDIOS (12).
• TODOS UTILIZARAM O CELULAR E OUVIRAM OS EPISÓDIOS DEPOIS DA “TRANSMISSÃO”.

VERBATIM

  • Eu consegui escutar 7 episódios. Usei o celular mesmo. Posteriormente.
    • Eu assisti 6 completos e o resto pela metade devido ao tempo porque eu estava trabalhando. O celular
    mesmo. Depois.
    • 6 episódios, utilizei o celular. Posteriormente.
    • 7 episódios e meio e foi posteriormente pelo celular.
    • Posteriormente, 7 episódios pelo celular.
    • Os 12 posteriormente. O celular.
    • Ouvi 11 e foi posteriormente pelo aparelho celular.

AVALIAÇÃO – DO QUE GOSTOU

  • OS PARTICIPANTES DO GRUPO GOSTARAM DOS EPISÓDIOS DO PROGRAMA. ALGUNS ASPECTOS
    APONTADOS FORAM:
    • O FATO DE CADA EPISÓDIO TRAZER UMA PESSOA DIFERENTE RELACIONADA COM O JORNALISMO DA
    PERIFERIA.
    • POR ABORDAR O RACISMO – “ABORDA UM TEMA QUE É DIFÍCIL DE SE FALAR”
    • A TRILHA SONORA.
    • PORQUE TODOS OS EPISÓDIOS DERAM VISIBILIDADE PARA PESSOAS NEGLIGENCIADAS
    SOCIALMENTE.
    • OS EPISÓDIOS 4 E 7 FORAM DESTACADOS POR LEVAREM A QUESTÃO DO DIREITO PARA A PERIFERIA.
    • O “MANUAL ANTIRRACISTA” POR DAR “VOZ PARA QUEM NÃO TEM VOZ”
    • TER FEITO UM CONTRAPONTO COM AS RADIOS COMUNITÁRIAS DO PARANÁ.
    • EPISÓDIOS SÃO DE FÁCIL ENTENDIMENTO – “DEU PARA ENTENDER TUDO O QUE FALARAM”.

VERBATIM

  • Eu gostei bastante da produção jornalística na periferia. Achei interessante em cada episódio eles
    trazerem uma pessoa diferente fizeram jornalismo, lançaram jornal físico na periferia, rádio. Em cada
    episódio tinha uma pessoa que tinha feito uma coisa diferente na periferia. Achei interessante chamar
    pessoas para entrevistas que fizeram coisas diferentes na periferia.
    • Gostei que aborda um tema que é difícil de se falar, não se vê muitas pessoas falarem porque é algo sobre
    o racismo então não se vê muitas pessoas falar ou discutir.
    • Eu gostei bastante da trilha sonora e gostei da temática dos episódios porque eu trabalho no social há
    muito tempo e enfrento e vejo as dificuldades, na periferia as pessoas são negligenciadas. Todos os
    episódios trouxeram visibilidade para essas pessoas.
    • Com certeza foi o episódio 4 que falou em como levar os direitos para a periferia, do programa embarque
    e falou da problemática que tem onde a comunidade é vista e não sabe utilizar os direitos, então esse
    programa leva esse conhecimento para a periferia e fala sobre os direitos, como a comunidade pode usar.
    • E o episódio 7 sobre a questão jurídica na periferia, a moça que se formou na França se não me engano.
    Também me causou bastante impacto.
  • Principalmente pelo manual antirracista porque dá voz para quem não tem voz, por meio da internet
    facilita muito a comunicação, diversifica a voz das pessoas que não têm voz para a população
    principalmente periférica.
    • O que eu achei interessante é que traz a questão dos bairros, a rádio fez um apanhado com os jornalistas
    da periferia de São Paulo, mas também fez um contraponto com as rádios comunitárias do Paraná. Fez um
    contraponto. E esse tipo de jornalismo é o único meio de comunicação numa cidade pequena. Eles colocam
    a realidade de São Paulo, a produção jornalística local e a linguagem neutra, e a formação de pessoas na
    periferia para produzir conteúdos.
    • Para falar a verdade eu gostei de todos porque cada um fala de um tema diferente, mas temas sobre a
    comunidade, a comunidade é lembrada. Isso para mim traz uma honra para mim e para todas as pessoas
    da comunidade que assisem o programa e se sentem mais felizes porque a gente da comunidade pobre
    fica muito obscuro, não é visto.
    • Achei perfeito, o episódio curto, a trilha sonora legal.
    • Deu para entender tudo o que falaram.

AVALIAÇÃO – DO QUE NÃO GOSTOU

  • POUCOS ASPECTOS FORAM CRITICADOS.
    • DEVERIA HAVER MAIS HOMENS – PARTICIPANTE ACHOU QUE HAVIA UM “PROTAGONISMO DAS
    MULHERES”.

VERBATIM

  • Não. O que eu assisti eu gostei de tudo.
    • Não tem alguma coisa que eu não tenha gostado.
    • Nada.
    • Senti falta de mais homens, achei que há um protagonismo das mulheres. Senti falta dos homens também.

FORMATO DO PROGRAMA

  • O FORMATO DO PROGRAMA FOI APRECIADO.
    • O FATO DE SER CURTO
    • CONSEGUE “ENCAIXAR” NA ROTINA DO DIA.

VERBATIM

  • Na proposta que ele se colocou deu super certo. Episódio curto, você consegue acompanhar no momento
    do seu dia.
    • O episódio ter de 10 a 12 minutos não fica enjoativo e te dá vontade de voltar para assistir de novo.
    • Eu consigo m informar em e lembrar das pessoas. Esses 10 minutos dá para se informar bem.
  • A proposta inicial é boa, o áudio é curto. Se fosse um episódio só com 1h20 as pessoas dificilmente iriam
    ouvir até o final.

O QUE MAIS IMPRESSIONOU

  • OS ASPECTOS QUE MAIS IMPRESSIONARAM OS PARTICIPANTES FORAM:
    • MOSTRAR QUE NÃO SE DEPENDE MAIS DA GRANDE MÍDIA PARA FAZER REPORTAGENS LOCAIS.
    • A QUANTIDADE DE PESSOAS PRODUZINDO (JORNALISMO).
    • O EPISÓDIO “EMBARQUE DIRETO”.
    • O ACESSO À INFORMAÇÃO, À INVISIBILIDADE DAS PESSOAS.
    • O EPISÓDIO 7.
    • A QUALIDADE DAS INFORMAÇÕES TRANSMITIDAS.

VERBATIM

  • Vou destacar 3: a quantidade de pessoas produzindo e dando resultado, o segundo é a linguagem neutra
    que está ganhando força e o terceiro aspecto é que não depende mais das grandes mídias para fazer uma
    reportagem local.
    • Acho que foi a menina que fez um programa que acho que se chama Embarque Direito. Ela diz que chega
    na periferia e se a pessoa é mandada embora por justa causa a pessoa simplesmente aceita, não sabe do
    direito de recorrer com um advogado.
    • Eu até anotei aqui: foi a notícia preta que vem ganhando destaque e achei legal que a mulher que fez essa
    notícia preta ela vem fazendo curso com a temática antirracista.
    • Primeiro acho que o acesso à informação, o acesso à invisibilidade das pessoas, a questão das notícias
    hiper locais e a questão da visibilidade das mulheres.
    • Essa lembrança da comunidade, quanto mais pessoas assistissem seria melhor porque a comunidade sofre
    muito, é muito desemprego, muita fome, muita prova. Eles vivem muito tristes com essa situação, e isso aí
    (o programa) eu pego como levantamento de astral, levantar a cabeça, ele está vendo que lá do outro
    lado ele está sendo lembrado, tem alguém lembrando dele.
  • Foram duas: o episódio 7 foi muito bom, dessa volta por cima, ela falou em “agarrar a oportunidade”. A
    outra: eu, como bibliotecário, gostei muito porque enriqueceu meu vocabulário dentro da temática. Um
    jornalismo hiper local e eu consegui aprender mais sobre a temática.
    • A qualidade nas informações transmitidas porque normalmente a gente sempre acompanha os meios de
    comunicação comuns SBT, Globo, Record e quando vê esses hiper locais a gente vê e pensa “nossa, sempre
    esteve aqui no meu bairro” e através de um a gente acaba conhecendo outro. Isso me surpreendeu
    bastante.

O QUE “DESCOBRIU” OUVINDO AO PROGRAMA

  • OS PARTICIPANTES DO GRUPO FIZERAM ALGUMAS DESCOBERTAS OUVINDO O PROGRAMA, QUAIS SEJAM:
    • QUE 56% DA POPULAÇÃO É NEGRA OU PARDA.
    • OS PRÓPRIOS PROJETOS APRESENTADOS (NÃO CONHECIA).
    • O FATO DE PESSOAS NEGRAS DA PERIFERIA NÃO TEREM ACESSO AOS SEUS DIREITOS.
    • O QUE FOI MOSTRADO NO EPISÓDIO 4: A ENTREVISTADA “CONSEGUIU AJUDAR MAIS DE 200 MIL
    PESSOAS SÓ FALANDO SOBRE O DIREITO”
    • NÃO SABIAM QUE HAVIA “TANTA GENTE PANFLETANDO”, “JORNAL IMPRESSO” ETC.

VERBATIM

  • Que 56% da população é negra ou parda. Normalmente a gente não imagina tanto.
    • Que eu me lembre agora não. Talvez eu tenha descoberto todos os projetos que foram apresentados e que
    eu não conhecia.
    • Que as pessoas negras dentro da periferia não têm acesso aos seus direitos.
    • Dentro da temática jornalística eu não sabia muita coisa, então quase tudo o que estava sendo falado ali
    estava sendo novo para mim e os dados que eram entregues dentro dos episódios causou impacto.
    Voltando ao episódio 4 quando ela falou que a ajuda de conhecimento que ela levava para a periferia
    conseguiu ajudar mais de 200 mil pessoas só falando sobre o direito.
    • Foi a primeira vez que eu assisti esses episódios. Ano passado eu tentei entrar, mas não consegui. Eu não
    sabia de nada, mas agora estou pegando uma bela experiência.
  • O episódio que fala das pequenas cidades que a gente tem a ideia de que existe um jornalismo local e não
    tem. Essas pequenas cidades são esquecidas. Então, tendo esse jornalismo local eles conseguem resolver
    muitas coisas. O que me chamou mais atenção foi esse episódio das pequenas cidades do Paraná.
    • Acho que vários dados: quantidade de pessoas negras e pardas no Brasil.
    • Eu não tinha conhecimento que tinha tanta gente panfletando, fazendo jornal impresso para levar para as
    pessoas. Para mim não existia mais jornal impresso e eles estão lá trabalhando para levar conhecimento
    para as pessoas (da periferia).

AVALIAÇÃO – O QUE PODERIA MELHORAR

  • ALGUMAS OPORTUNIDADES DE MELHORIAS FORAM APRESENTADAS.
    • TER IMAGEM / COLOCAR AUDIOVISUAL (MESMO SENDO UM PROGRAMA DE RÁDIO).

VERBATIM

  • Ter imagem. Eu sei que é rádio e tudo, mas um podcast (sic) seria interessante para eles incrementarem.
    • Colocar o audiovisual e abordar temas mais sensíveis como o gênero que é bem discutido na Internet.
    • Além da transmissão via rádio ter uma transmissão (imagem) do entrevistado com o entrevistador. Não
    precisa no início ser uma coisa tão elaborada. O mundo está mais visual.

PROGRAMAS SEMELHANTES

  • ALGUNS POUCOS PROGRAMAS SEMELHANTES FORAM MENCIONADOS.
    • INTELIGÊNCIA LIMITADA
    • ENTREVISTAS GOSPEL

VERBATIM

  • Acho que até já ouvi, mas não lembro o nome. Não era com essa temática. Acho que algum podcast que
    eu assisti no youtube.
    • Já ouvi bastante entrevista parecida, mas no gospel, voltada para a religião.
    • No momento não vou me lembrar.
    • Acredito que um podcast do Inteligência Limitada com um assunto ou outro semelhante, mas com essa
    temática inclusiva e com 12 entrevistados diferentes não.
    • Não.
    • Dentro desse formato não.
    • Nesse formato não

SUGESTÕES DE TEMAS (NOVOS PROGRAMAS)

  • FORAM SUGERIDOS TEMAS PARA FUTUROS PROGRAMAS.
    • IMIGRANTES COLOMBIANOS E VENEZUELANOS (MOSTRAR COMO VIVEM, SE ORGANIZAM, ETC.)
    • IMPACTO DAS INSTITUIÇÕES NA COMUNIDADE (BIBLIOTECAS, ESPECIFICAMENTE).
    • SIMPÓSIOS TEMÁTICOS SOBRE RACISMO E TRABALHO INFORMAL.
    • MÚSICA: HIP HOP E FUNK.
    • EMPREENDEDORISMO.
    • MOSTRAR ARTISTAS QUE ESTÃO OCULTOS.

VERBATIM

  • migração dos colombianos e dos venezuelanos. Tem uma alta concentração deles, principalmente dos
    bolivianos em São Paulo e eles têm uma organização própria e quase não se fala disso, só se fala do
    trabalho escravo quando se pega uma oficina de costura, mas não se fala como eles vivem aqui.
    • A influência e o impacto de instituições dentro da comunidade e como as bibliotecas podem impactar
    dentro dessa comunidade eu trabalho nessa situação e seria muito interessante ter um estudo sobre isso.
    • Racismo, trabalho informal, STs (*) com essa molecada da periferia.
    • A música me prende bastante: hip hop, funk que prendem tanto os adolescentes quanto os jovens.
    • Periferia tem muito jovem que está à toa, sem trabalho, desempregado que não consegue uma
    oportunidade.
    • Eu sugeriria empreendedorismo porque as pessoas dentro das comunidades são bastante
    empreendedoras e os artistas ficam ocultos porque tem muitos artistas ocultos nas periferias. Se eles não
    estouram como um MC ou alguma coisa acabam ficando escondidos.
    (*) Simpósios Temáticos
  • Trazer temas mais infantis como aquelas ONGs conseguem mobilizar no dia da criança ou em Páscoa que
    elas (crianças) conseguem esquecer os problemas que têm durante o ano para aproveitar aquele dia como
    criança mesmo. Descobrir como fazer esse tipo de projeto.

CONSELHO(S)” QUE DARIA PARA A EMISSORA

  • FORAM DADAS SUGESTÕES E CONSELHOS GERAIS À EMISSORA.
    • DAR VISIBILIDADE A PROJETOS SOCIAIS DA REGIÃO.
    • REVISITAR OS ENTREVISTADOS DO PROGRAMA (“A PRODUÇÃO JORNALÍSTICA DA PERIFERIA”) DEPOIS
    DE 6 MESES PARA ACOMPANHAR AS AÇÕES REALIZADAS.
    • BUSCAR INFORMAÇÕES NA COMUNIDADE.
    • TER UM TRANSMISSOR MAIS POTENTE PARA ATINGIR MAIS BAIRROS (*)
    (*) O PARTICIPANTE QUE DEU A SUGESTÃO OUVIU AOS PROGRAMAS PELO CELLULAR.

VERBATIM

  • Fazer um podcast.
    • Que continue fazendo o que vocês fazem porque é um trabalho, um serviço legal que leva bastante
    conhecimento.
    • Que traga o audiovisual que vai ficar muito melhor para você entender bem.
    • Além do audiovisual continuar com os projetos, dar visibilidade aos projetos sociais da região.
    • Que ela revisite esses entrevistados desse programa daqui a 6 meses para ter um feedback dessas ações
    com os entrevistados.
    • Fazer um podcast e mostrar sempre como conseguir entrar em contato com esse pessoal que eles estão
    entrevistando que eles não falam.
    • Rádio comunitária tem que buscar informação com a comunidade porque a comunidade acha que é
    esquecida.
    • Acho que ter mais…o transmissor pegar mais bairros.
Divulga RadCom Sp