Rádio VILA ALPINA FM

PESQUISA QUALITATIVA (FOCUS GROUP)
PROGRAMA: “A MÚSICA BRASILEIRA CONTRA O RACISMO
EMISSORA: VILA ALPINA
DATA: 25.02.2025 (20h)
QTDE. PARTICIPANTES: 5

PERFIL DEMOGRÁFICO DO GRUPO

  • A REUNIÃO FOI REALIZADA VIRTUALMENTE NA NOITE DE 25.02.2025 (20H)
  • O GRUPO ESTAVA COMPOSTO POR 5 PESSOAS, SENDO:
    – 3 MULHERES
    – 2 HOMENS
  • AS IDADES ESTAVAM ENTRE 32 E 60 ANOS

EPISÓDIOS OUVIDOS E DEVICE UTILIZADO

  • OS PARTICIPANTES DO GRUPO OUVIRAM ENTRE 5 E 12 EPISÓDIOS DO PROGRAMA.
  • A MAIORIA (4) OUVIU OS EPISÓDIOS POSTERIORMENTE.
  • UM DOS PARTICIPANTES ESCUTOU UMA PARTE DOS EPISÓDIOS NO MOMENTO DA “TRANSMISSÃO”.

VERBATIM

  • Eu ouvi todos (12). Celular. Posteriormente.
  • Eu provavelmente perdi o primeiro episódio. Devo ter ouvido entre 10 e 11 episódios. Eu uso meu celular e meu computador. Escutei pelo celular. Uma parte na hora que estavam indo ao ar e outros posteriormente.
  • 5 episódios, celular. Posteriormente.
  • Posteriormente, no celular. Todos (12).
  • Eu ouvi 10, pelo celular e foram posteriormente.

AVALIAÇÃO – DO QUE GOSTOU

  • OS PARTICIPANTES GOSTARAM DO PROGRAMA. OS ASPECTOS DESTACADOS FORAM:
  • SER INFORMATIVO.
  • FALAR DE COISAS QUE NÃO SE OUVE NORMALMENTE.
  • POSSIBILITAR CONHECER A HISTÓRIA DE UMA DETERMINADA MÚSICA E O SIGNIFICADO DAS PALAVRAS PRESENTES NELA.
  • AS MÚSICAS EM SI.
  • SABER ORIGEM / BIOGRAFIA / CURIOSIDADES SOBRE SOBRE OS ARTISTAS.

VERBATIM

  • Muito informativo, tem coisas que a gente está mais acostumado, ouve com facilidade, mas tem coisas que a gente não ouvia (o programa trouxe essas coisas que não ouvia). Foram aprendizados novos e isso eu gostei bastante.
  • A história, o porquê, a origem daquela música, o significado de algumas palavras. A gente está acostumado a cantar aquela música e não sabe exatamente aquele significado. Achei muito interessante.
  • Eu gostei das músicas, de saber que os negros conseguiram vencer, estão conseguindo vencer na música, na vida social mesmo. Achei muito importante isso, eles antes não eram aprovados e hoje são.
  • Gostei da matéria que fala do racismo, que é importante a gente saber para tratar o próximo, saber conviver com o próximo. Preto, branco, pardo.
  • Eu achei muito interessante porque a gente escuta e não sabe a origem. Eu gostei de saber alguma coisa dos cantores: do Milton Nascimento, do Jorge Aragão, Dona Ivone Lara. Coisas que eu não sabia e achei muito interessante.
  • É legal falar sobre movimento cultural, né. Toda cultura implode de algum movimento. A questão do racismo estrutural, acho que esses artistas brasileiros que nem Jorge Benjor, Simonal, o Chico Cesar que tem um irmão que vem das lutas, lutas por moradia.
  • Legal foi mostrar que existe esse trabalho.

AVALIAÇÃO – DO QUE NÃO GOSTOU

  • UM ÚNICO ASPECTO NEGATIVO FOI APONTADO.
  • MOSTRAR APENAS LIDERANÇAS NORTE AMERICANAS – DEVERIA MOSTRAR TAMBÉM LIDERES BRASILEIROS.
  • UM ASPECTO MENCIONADO COMO “NEGATIVO” FOI O PROGRAMA TER “APENAS” 12 EPISÓDIOS.

VERBATIM

  • Falou de Martin Luther King, de algumas lideranças norte americanas usando como referencias, mas nós temos várias referencias aqui no Brasil que eu fico chateado de o pessoal não usar como referência. P.ex., a luta contra a escravidão no Brasil foi feita por doutores e doutores formados e eles lutaram para que acabasse a escravidão no Brasil. Podemos citar Machado de Assis, Castro Alves, os irmãos Rebouças, todo mundo anda na Avenida Rebouças e não sabem que eram dois irmãos negros engenheiros. A ETEC aqui da Radial Leste tirou a foto dos irmãos Rebouças e colocou a do Malcolm X. É tentar apagar a história, a gente traz coisa de fora e esquece quem lutou aqui.
  • Não usar algumas referencias do nosso país é um ponto negativo (do programa).
  • Eu gostei de tudo.
  • Gostei de tudo também.
  • Eu não gostei que acabou, foram só 12…
  • Eu gostei de tudo. Foi muito interessante.

FORMATO DO PROGRAMA

  • QUANDO SE QUESTIONA SOBRE O FORMATO DO PROGRAMA OS PARTICIPANTES DÃO MAIS RESPOSTAS QUE SE RELACIONAM COM SEU CONTEÚDO.
  • TODOS OS ASPECTOS MENCIONADOS SÃO POSITIVOS.
  • EXPLICAÇÕES DADAS SOBRE OS ARTISTAS.
  • MENCIONAR ASPECTOS QUE DESCONHECIA DA VIDA DOS ARTISTAS.
  • JEITO ENVOLVENTE DO PROGRAMA.
  • INÍCIO DO PROGRAMA SER EXPLICATIVO.

VERBATIM

  • Eu achei legal, boa, como explicaram para a gente. Eles explicando para a gente como surgiram os cantores, os compositores, eles explicando para a gente quem era Wilson Simonal, quem era o Jorge Benjor.
  • Muito bom, eu gostei da história dos artistas, saber a origem também.
  • Achei assim, bacana, porque eu fiquei sabendo até nome de artista que eu não sabia, fiquei sabendo como começou, o que os pais eram, uns tinham pais que eram médicos, outros já eram músicos, uns pais eram professores. A mãe era lavadeira, o pai era pedreiro. Formato muito bom, passou muita coisa que a gente não sabia.
  • O programa tem um formato cativante, tem aquele jeitinho que vai envolvendo. Você acha que vai ouvir um pouquinho, mas deixa a tarefa de lado para poder escutar porque chamou a sua atenção o modo como foi colocada para nós a informação.
  • Eu achei muito legal, o início dos episódios tem uma forma de começar que você sabe que está iniciando um novo capítulo, é explicativo, é envolvente, a gente consegue identificar cada parte do episódio.

O QUE MAIS IMPRESSIONOU

  • OS PARTICIPANTES DO GRUPO FICARAM IMPRESSIONADOS COM ALGUMAS COISAS.
  • PROGRAMA CONSEGUIR CENTRALIZAR DIVERSAS INFORMAÇÕES – RACISMO, MÚSICA, RELIGIÃO.
  • A HISTÓRIA DOS CANTORES.
  • SABER QUE OS NEGROS FORAM REFERÊNCIA PARA O SAMBA.
  • QUE OS POBRES / NEGROS NÃO PODIAM CANTAR.
  • SABER QUE OS MÚSICOS, APESAR DAS DIFICULDADES, CONSEGUEM LEVAR O PROTESTO MUSICALMENTE.

     

VERBATIM

  • Foi ter centralizado todas as informações ali sobre o racismo, sobre as músicas, sobre as religiões, trazer todas essas informações, mas não só isso, trazer algumas pessoas que são importantes nessa história do Brasil ou de fora, juntando com a música. Ao mesmo tempo que ia explicando já ia tocando a música de fundo.
  • Foi saber a história dos cantores, como eles se tornaram cantores, cantoras, as músicas.
  • Sobre os negros escravizados, né? Que no fim pegaram referência deles para fazer o samba, a diáspora africana, então isso me chamou muito a atenção. Não sabia que era um termo grego (diáspora), foi relatado por Saloma Salomão, então isso me chamou muito a atenção.
  • Foi saber que os pobres, os negros, não podiam cantar, não podiam se manifestar. Eram proibidas as coisas para eles. Isso me deixou muito triste: saber que eles não podiam fazer o que queriam. Era um racismo, era condenado por tudo. Isso me deixou bastante triste.
  • Verificar como o músico brasileiro, a maioria autodidata, conseguem com toda a dificuldade e critica e a gente ainda coloca a coisa do racismo, como ele consegue levar musicalmente o protesto e a indignação e buscar o espaço na sociedade, entendeu?
  • Ele tem a força de conquistar as massas com aquilo que ele aprendeu que é a expressão cultural dele através da música.
  • Jorge Benjor hoje leva a nossa cultura para os EUA, a maioria dos shows do Jorge Benjor é nos EUA. O Chico Cesar leva para a Europa. Além de mostrar a arte dele, ele mostra a questão da luta contra o preconceito e isso é que eu acho legal.

O QUE “DESCOBRIU” OUVINDO AO PROGRAMA

  • ALGUMAS DESCOBERTAS FORAM FEITAS PELOS PARTICIPANTES DO GRUPO AO OUVIREM O PROGRAMA. FORAM ELAS:
  • O TRABALHO DE WILSON SIMONAL CONTRA O RACISMO (NORMALMENTE É VISTO / LEMBRADO COMO COLABORADOR DOS MILITARES).
  • A HISTÓRIA DOS ARTISTAS.
  • AS RELIGIÕES.
  • QUE MILTON NASCIMENTO FOI ADOTADO POR UM CASAL DE BRANCOS.
  • O CASAMENTO DE DONA IVONE LARA “FORÇADO” PELO PAI AOS 12 ANOS.

VERBATIM

  • Wilson Simonal que todo mundo coloca que ele trabalhou para o regime militar e a gente verifica hoje o trabalho dele na luta contra o racismo. Hoje os filhos dele continuam fazendo o trabalho e mostrando que o pai deles não colaborou com o regime, foi uma vítima também.
  • Como eu disse, a história dos artistas, as religiões. Eu não sabia e passei a saber.
  • O que mais me chamou a atenção foi a Dona Ivone Lara. Ela foi forçada a casar aos 12 anos porque o pai viu ela saindo na porrada com um moleque e o pai entendeu que aquilo ali era o ato sexual. Ela se casou e com 13 anos teve o primeiro filho, depois teve mais seis, dois morreram. Isso me chamou a atenção.
  • Que o Milton Nascimento era negro e foi adotado por um casal branco. Eu não sabia disso. Ele teve a sorte porque era filho de brancos podia andar na sociedade.
  • A história do Milton Nascimento também que foi adotado por pessoas brancas e que futuramente se tornou um grande compositor.

AVALIAÇÃO – O QUE PODERIA MELHORAR

  • ALGUMAS POUCAS OPORTUNIDADES DE MELHORIAS FORAM MENCIONADAS.
  • DEVERIA TER MAIS EPISÓDIOS.
  • CADA EPISÓDIO DEVERIA SE INICIAR COM UMA MÚSICA DISTINTA.
  • ALÉM DAS REFERÊNCIAS ESTRANGEIRAS (MALCOM X, MARTIN LUTHER KING) DEVERIA MENCIONAR BRASILEIROS.
  • MOSTRAR OUTRAS ATIVIDADES ARTÍSTICAS ALÉM DA MÚSICA.

VERBATIM

  • Deveria passar mais episódios com matérias novas.
  • Na introdução, quando começa, aquela música ficou no meu ouvido. Fiocou cansativa aquela música, então eu acho que cada episódio devia ter uma musiquinha ara não ficar cansativo.
  • Acho que não tirar as referencias de Malcom X, Martin Luther King, mas colocar também as nossas referencias.
  • Citar algumas lideranças nossas aqui também.
  • O que a moça falou agora: tirar a musiquinha do começo que é cansativa. Aquela musiquinha irritava e tinha em todos.
  • Eu gostei da musiquinha, mas poderia ter músicas diferentes para iniciar cada capítulo e talvez buscar artistas não só da música, mas de outras atividades. Ficaria mais interessante ainda.

PROGRAMAS SEMELHANTES

  • O ÚNICO PROGRAMA VISTO COMO SEMELHANTE FOI A HISTÓRIA DE ELZA SOARES (TAMBÉM DA RÁDIO DA VILA ALPINA).

VERBATIM

  • Não.
  • Primeira vez.
  • Não.
  • Assim tão interessante não.
  • Ele seguiu a linha daquele programa da Elza Soares, foi a mesma linha. Da própria rádio da Vila.

SUGESTÕES DE TEMAS (NOVOS PROGRAMAS)

  • FORAM SUGERIDOS TEMAS PARA FUTUROS PROGRAMAS DA EMISSORA.
  • A ORGANIZAÇÃO TRABALHISTA E ESTUDANTIL NO BRASIL.
  • CRIANÇAS E ADOLESCENTES ABANDONADOS.
  • RELIGIÕES AFRICANAS.
  • INCLUSÃO DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA.
  • DIREITOS DA MULHER NO MOMENTO DA SEPARAÇÃO (BENS, ETC.).
  • LEI MARIA DA PENHA.

VERBATIM

  • Explicar sobre a organização trabalhista e estudantil no Brasil.
  • Porque antigamente começava as aulas depois do verão? (seria interessante falar disso).
  • Falar sobre as crianças abandonadas que sofrem bastante. Os adolescentes.
  • Sobre religiões afrodescendentes, a origem de cada uma.
  • Criancinhas abandonadas.
  • Inclusão de pessoas com deficiências na sociedade.
  • O direito da mulher na separação. Sobre os direitos numa separação, bens.
  • Lei Maria da Penha que muita mulher não sabe.

“CONSELHO(S)” QUE DARIA PARA A EMISSORA (GERAL)

  • O CONSELHO / RECOMENDAÇÃO GERAL PARA A EMISSORA SE REFERE À DIVULGAÇÃO DA RÁDIO ATRAVÉS DE:
  • MÍDIAS SOCIAIS
  • “JORNALZINHO” DO BAIRRO

VERBATIM

  • Que continuem.
  • Mais divulgação para conhecerem mais a rádio: mídias sociais, jornalzinho do bairro.
  • Divulgar mais nas redes sociais e jornalzinho de bairro como a moça falou.
  • Divulgar mais para a gente ficar sabendo.
  • Divulgar mais nas redes sociais as ações, projetos.
  • Acho que estão no caminho certo. Têm a didática de fazer um documentário que cativa a pessoa.
Divulga RadCom Sp