Rádio ÁGUIA DOURADA FM

Pesquisa qualitativa (focus group)
Programa: “marchinhas”
Emissora: Águia Dourada
Data: 08.12.2024 (20h)
Qtde. Participantes: 5

PERFIL DEMOGRÁFICO DO GRUPO

  • A reunião foi realizada virtualmente na noite do dia 08.12.2024 (20h)
  • O grupo estava composto por 5 pessoas, sendo:
    – 5 Mulheres
    – As idades estavam entre 24 e 56 anos

EPISÓDIOS OUVIDOS E DEVICE UTILIZADO

  • As participantes do grupo ouviram entre 7 e 12 episódios do programa.
    – Duas delas ouviram 12 (a totalidade dos episódios).

VERBATIM

  • Eu consegui ouvir 7 programas. Celular. A maioria foi ao vivo como foi divulgado e eu tinha interesse em escutar.
  • Ouvi os 12. Foi pelo celular. Foi depois (que foram ao ar).
  • Eu consegui ouvir 8. Através do celular, posteriormente.
  • Eu ouvi até a metade do décimo episódio. Foram 9 completos e mais a metade do décimo. Pelo computador e não foi ao vivo, ouvi depois a sequência dos episódios.
  • Eu consegui ouvir os 12. Celular.

AVALIAÇÃO – DO QUE GOSTOU

  • As participantes gostaram do programa destacando alguns aspectos, quais sejam:
    – Consideraram o programa “cultural” por mostrar a origem / história das marchinhas de carnaval. “Começou em 1889. Há muito tempo e ouve-se até hoje (…) Não sabia que tinha começado tão antigamente.”
    – Havia músicas que não sabia que eram marchinhas e tampouco a autoria. “Tinha uma coisa que eu nem sabia que era uma marchinha, eu achava que quem tinha gravado era o próprio silvio santos que é “a pipa do vovô não sobe mais”. Para mim eu achei que fosse o silvio que tivesse feito para fazer palhaçada no programa dele.”
    – Pelo fato de apresentar artistas da época.

VERBATIM

  • Gostei. Quando vê o tema “marchinhas” a gente pensa sobre o que será e depois vê que é algo bastante familiar, que está na nossa cultura. Então na época do carnaval, eu que tenho crianças, costumo ir em bloquinhos. Foi bastante interessante, uma coisa nostálgica da gente conhecer a origem das marchinhas, dessas canções de carnaval. Você está no bloquinho, está cantando e não sabe qual é a origem, como surgiu e tudo. Eu achei rico em termos de cultura para a gente entender melhor o que está passando, esse legado que eu estou transferindo porque é algo que eu já gosto e acompanhar os episódios só aumentou o gosto porque foram bem interessantes, ver um pouco dos artistas da época.
  • Achei bem cultural, gostei da dinâmica do programa que contava que no início os escravos saiam na rua e tinha uma divisão. Achei bem interessante e bem cultural também.
  • Na verdade, eu gostei de todos. Porque marchinha, eu aprendi ouvindo os episódios, começou em 1889. Há muito tempo e ouve-se até hoje. Para mim foi, literalmente, uma cultura. Me remeteu ao passado em que a gente ouvia aquelas marchinhas e que ainda se ouve hoje nos bloquinhos de rua. Então, aprendi porque eu não sabia que tinha começado tão antigamente.
  • Eu gostei muito do aprendizado também. Como a colega está falando, conhecer as marchinhas foi muito importante. Tinha uma coisa que eu nem sabia que era uma marchinha, eu achava que quem tinha gravado era o próprio Silvio Santos que é “A pipa do vovô não sobe mais”. Para mim eu achei que fosse o Silvio que tivesse feito para fazer palhaçada no programa dele. Conhecer e saber quem são os compositores porque eles são muito apagados, a gente ouve na voz de uma pessoa e acha que é daquela pessoa, daquele intérprete e não é. Então, o aprendizado foi muito bom.
  • Eu gostei de todos, achei eles muito ricos. Têm um ensinamento muito amplo para a gente, muitas coisas eu não conhecia. Conhecia algumas músicas, mas não tinha aquele conhecimento que foi passado.
  • Algumas marchinhas dessas a gente não pode mais brincar hoje porque tem bastante regras, bastante discriminação. Não pode brincar como antigamente com mais segurança e sem magoar ninguém como era naquela época. Foi maravilhoso porque a gente fez uma viagem no tempo quando tinha uma coisa sadia, ninguém ficava de mau humor ou achava que tinha que processar ninguém naquela época. Foi bem proveitoso, bem cultural.

AVALIAÇÃO – DO QUE NÃO GOSTOU

 

  • Houve a sugestão de ampliar o tempo de cada um ou juntar 2 ou 3 episódios para ficarem maiores.

VERBATIM

  • Tinha que ter mais tempo. Deveria ter um pouco mais de 10 minutos que é pouco e é muito rico (o assunto).
  • Não teve nada que eu não gostasse.
  • Acho que o tempo também. Acho que cada episodio deveria ser um pouco mais longo. Eles são muito ricos de cultura e passa os 10 minutos e a gente nem vê.
  • Uns 30 minutos seria bom (duração).

FORMATO DO PROGRAMA

  • O formato do programa foi apreciado. Foram mencionados os seguintes aspectos:
    – O fato de terem começo, meio e fim.
    – A narração ser feita com entusiasmo (“tem a ver com o carnaval”).
    – Casa episódio deixava gostinho de “quero mais”.
    – Houve a percepção de que o primeiro episódio teria sido um “apanhadão” que depois estaria sendo desmembrado em detalhes em cada um dos episódios posteriores.
    – Uma participante gostou da forma como a emissora disponibilizou os episódios para audição posterior (de forma organizada e na sequência)

VERBATIM

  • Eu achei que o formato adequado dentro do limite, estava tudo certinho, um programa (episódio) puxava o outro. Então, no final já era anunciado o que a gente ia escutar no outro, sempre com muito entusiasmo que é uma característica desse período carnavalesco. Acho que é importante ter essa sintonia entre o conteúdo que você está apresentando e a forma.
  • Acho que teve essa sintonia. Teve o começo o meio e o fim e dentro da sequência como foi acontecendo na história. A ideia de trazer coisas políticas: teve um episódio que estava falando da era Vargas e você faz a ligação – “ah, então essa marchinha estava falando disso”.
  • Eu achei que foi bom ter uma sequência direitinho, mas o tempo eu queria um pouco mais: 30 a 40 minutos porque o assunto é muito importante. Sim, cada episódio durar mais. O formato foi bom, estava bem elaborado, bem explicado.
  • Eu achei bem legal, gostei também da forma como a rádio disponibilizou para a gente ouvir depois: de fácil acesso, ficam os episódios todos certinhos e você vai ouvindo e um dá continuidade ao outro. Achei bem interessante.
  • Achei bem esclarecedor. No primeiro episódio a locutora falava no geral, fez um apanhadão geral e depois em cada episódio ela falava do assunto detalhado e depois chamava para o próximo. Então, achei bem bacana esse tipo de apresentação.
  • Apesar de ser poucos minutos, 10 minutos, a gente podia juntar esses programetes, mas mesmo assim o formato ficou legal porque para a gente ficou aquele gostinho de “quero mais”, como a novela das 9 que está chegando ali no final e a gente quer ver no outro dia.

O QUE MAIS IMPRESSIONOU

  • Alguns fatos mencionados no programa impressionaram as participantes do grupo.
    – Que as marchinhas foram também para fora do brasil.
    – Que o lança perfume não era proibido.
    – Os escravos na rua com o rosto pintado.
    – A riqueza do conteúdo relacionada ao contexto histórico.
    – Sobre o início da primeira escola de samba.

VERBATIM

  • Saber que essas marchinhas foram para fora do Brasil, para Inglaterra, França. Se eu não me engano Los Angeles também. Essas coisas também que eu achava que era coisa de criança “pirulito que bate bate”, eu trabalhei numa escola infantil e cantava essa música e achava que era uma música infantil que foi feita para brincar com as crianças e é uma marchinha. Foi um aprendizado muito legal para a gente enxergar que a nossa cultura é muito rica e que não é de hoje.
  • Gostei muito do início que falava que os escravos saiam na rua com o rosto pintado, tacando farinha, coisa de cheiro que nem sempre era um bom cheiro.
  • Gostei de saber também do início da primeira escola de samba.
  • Seria sobre os escravos e o que a locutora ressaltou que nessa época o lança perfume era liberado e eu nem sabia disso.
  • Fiquei bastante impressionada com a riqueza do conteúdo relacionada ao contexto histórico. A gente saber que a nossa cultura brasileira é tão rica. Ouvi a locutora falando em vários episódios de artistas com letras inteligentes, letras marcantes. Que foram gravadas em outros países, isso valoriza o nosso potencial artístico. Esse poder cultural e histórico que está na história do Brasil. Trouxe o contexto histórico e isso para mim foi o que mais marcou.
  • Foi a marchinha na política, na época do Getúlio.
  • Que através dessas marchinhas foi que surgiu essa potência que é hoje o carnaval brasileiro. De pequenas marchinhas, do cordão da bola preta que surgiu lá em 1920, 1930 e hoje é essa potência que gera emprego para muita gente.

O QUE “DESCOBRIU” OUVINDO AO PROGRAMA

  • As participantes do grupo não sabiam de alguns fatos apresentados no programa
    – O nome completo de carmen miranda (a participante descobriu que era xará da cantora).
    – Quem foram os compositores de músicas que conheciam (achava que uma música foi composta por sílvio santos).
    – A existência de um filme chamado alô, alô carnaval.
    – O fato da participação das mulheres ter sido grande
    – O papel desempenhado pelo rádio nas marchinhas.
    – Que a música balancê foi lançada em 1936.

VERBATIM

  • Que a Carmem Miranda é Maria do Carmo Miranda de Oliveira, ou seja, ela é minha xará ou eu sou xará dela. Gostei dessa parte, de descobrir o nome verdadeiro dela.
  • Os compositores que eu não sabia. Que nem “Me dá um dinheiro aí” nunca soube que era de um outro compositor e não do Silvio Santos.
  • Músicas que eu achava que era só para cantar com crianças e era de carnaval e uma outra coisa que eu não sabia é que os blocos de rua vieram antes do que os desfiles de carnaval. Eu imaginava que era o bloco de rua porque as pessoas não poderiam estar no carnaval (no desfile) e faziam aquilo na rua por fazer. Eu não imaginava que os blocos de rua vieram antes dessas escolas de samba grandes, eu não imaginava.
  • Sobre as críticas ao governo e sobre o filme que acho que é “Alô, alô, carnaval” que vou até dar uma procurada para poder assistir. Achei bem interessante.
  • Nem imaginava que existia esse filme.
  • A participação das mulheres que foi muito grande. Eu ouvia as músicas e não sabia. Não sabia o quanto as mulheres foram participativas.
  • O papel da rádio nas marchinhas. Eu não tinha ideia disso. E vai contando que o rádio foi perdendo esse espaço de transmissão das marchinhas e hoje achei interessante ter esse trabalho feito por uma rádio que é uma forma de manter a rádio viva nessa forma de cultura.
  • A música “Balancê” foi lançada em 1936, regravada pela Gal em 79 e foi uma marchinha clássica com muito sucesso em 80. Então, a gente nem imagina isso.
  • Que as marchinhas viraram filme. É muito rico isso. Eu estou encantada.
  • Coisas que eu não sabia, que tem ligação com o cinema, tem ligação com o rádio, com a televisão. Teve uma hora que falou como o rádio era importante naquela época nesse período carnavalesco e hoje já não se tem tanto espaço porque a pessoa vai assistir na televisão, vai para a rua no bloquinho de carnaval e onde fica o rádio nisso tudo?

AVALIAÇÃO – O QUE PODERIA MELHORAR

  • As participantes do grupo mencionaram algumas oportunidades de melhorias para o programa:
    – Incluir a participação de artistas atuais que mantêm viva a tradição das marchinhas.
    – Aumentar o tempo de duração do programa / aumentar a duração para a locutora conseguir falar tudo.
    – Haver a possibilidade de fazer perguntas, esclarecer dúvidas.

VERBATIM

    • Eu acredito que é só acrescentar a participação dos artistas que hoje continuam mantendo viva a tradição das marchinhas. Não sei se chamam os carnavalescos ou chamar um bloquinho para conversar. Para a gente entender melhor porque as marchinhas continuam arrastando as multidões nos bloquinhos. Mesmo que as pessoas não saibam o contexto histórico, de onde vem, não tem quem não cante, quem não se mexa. Isso é um movimento que arrasta famílias, como eu dei o exemplo que vou com as minhas crianças. Vai todo mundo junto, todo mundo canta, todo mundo decora e traz para as escolas.
    • Se ela (emissora) conseguisse aumentar o tempo para dar uma oportunidade para a locutora conseguir falar tudo o que estava ali sem precisar acelerar, entendeu? Precisaria melhorar o tempo de apresentação desses conteúdos.

    Seria só a questão do tempo mesmo, porque acredito que o programa estava bem estruturado, a apresentadora estava muito bem. Seria só a questão de aumentar o tempo mesmo.

  • Não seria modificar, mas se tivesse um tempo para que alguém falar ao vivo, que alguém que faz marchinha hoje fizesse um podcast no meio do caminho seria bem interessante. Mas não modificaria, eu acrescentaria.
  • O programa foi muito bem elaborado, mas eu também aumentaria o tempo e a participação das pessoas porque o assunto é muito importante, muito bom mas a gente tem muitas perguntas e gostaria de ter respostas.
  • Uma questão que me chamou a atenção foi que alguns dos compositores estavam associados ao rádio, então eu acho que seria interessante trazer artistas que estão cantando hoje essas marchinhas, que dão continuidade a esse legado para que a gente pudesse ouvir deles como isso se dá na contemporaneidade.

PROGRAMAS SEMELHANTES

  • A totalidade do grupo nunca havia visto ou ouvido programa semelhante.

VERBATIM

  • Não.
  • Nunca tinha ouvido. Hoje em dia é mais os desfiles das escolas nada tão cultural como a rádio passou.
  • Não, nesse formato não.
  • Não.
  • Não. Teve um programa há alguns anos atrás sobre o bairro de Santo Amaro mas sobre marchinhas não.

SUGESTÕES DE TEMAS (NOVOS PROGRAMAS)

  • Alguns temas foram sugeridos para futuros programas da emissora
    – Saúde – dezembro com informações sobre aids etc.
    – Programa sobre prevenção de doenças (Bate papo com medico, enfermeiro, nutricionista, psicólogo etc.)
    – Programas musicais sobre compositores brasileiros.
    – Educação em geral para adolescentes.
    – Sobre profissões – para o jovem decidir o caminho a seguir.
    – Origem do Brasil e povos indígenas.

VERBATIM

  • Eu sei que eles gostam de abordar referencias à saúde, pode ser também alguma coisa sobre festividades que pudessem gerar solidariedade para a população.
  • Campanha ativa de saúde, mês de dezembro é de informações sobre AIDS, então é dezembro vermelho.
  • Música: sobre os nossos compositores.
  • Se tivesse um programa educativo para a prevenção de algumas doenças. Bate papo com médico, com enfermeiro, com nutricionista seria bem interessante.
  • Algo que informasse a prevenção, cuidados, um médico, psicólogo para um bate papo seria interessante.
  • Sobre educação. Educação em geral pautado mais para adolescentes.
  • Seria interessante falar assim sobre profissões. Eu faço um trabalho com jovens e vejo que chega um momento em que eles ficam bastante perdidos sobre qual caminho seguir. Alguns episódios sobre profissões.
  • Falar sobre contexto histórico, a origem do Brasil, povos indígenas, para a gente saber da nossa própria história.

“CONSELHO(S)” QUE DARIA PARA A EMISSORA (GERAL)

  • Foram dados alguns “conselhos”/ “recomendações” genéricos para a emissora
    – Fazer divulgação para que mais pessoas tenham acesso aos programas: “Divulgarem esses temas, atingir mais pessoas ouvindo o que a gente ouviu. Esse material maravilhoso sobre marchinhas que a gente ouviu”.
    – Entrevistas com artistas que estão iniciando para que possam mostrar suas músicas.

VERBATIM

  • A questão da divulgação. Um programa como esse que é tão rico culturalmente, eu pelo menos aprendi bastante, acho que seria muito rico divulgar. Mais pessoas deveriam saber que existe um material como esse. Acho que tinha que ter uma divulgação para mais pessoas acessarem o conteúdo.
  • Mais programas com entrevistas. Pessoas que estão começando com a música para elas mostrarem o trabalho delas.
  • Bate papo com alguém da área da saúde sobre câncer, sobre AIDS, entrevistar a pessoa seria bastante legal.
  • Participação mais das pessoas com entrevistas.
  • Montarem um podcast com pessoas que estão começando na música, até mesmo jornalistas para aprofundar o conhecimento.
Divulga RadCom Sp