Rádio CANTAREIRA FM

Pesquisa qualitativa (Focus group)
Programa: Grito e silêncio
Emissora: Cantareira
Data: 14.01.2025 (20h)
Qtde. Participantes: 6

PERFIL DEMOGRÁFICO DO GRUPO

  • A reunião foi realizada virtualmente na noite do dia 14.01.2025 (20h)
  • O grupo estava composto por 6 pessoas, sendo:
    – 4 Mulheres
    – 2 Homens
  • As idades estavam entre 28 e 52 anos

EPISÓDIOS OUVIDOS E DEVICE UTILIZADO

  • Todos os participantes do grupo ouviram a totalidade dos episódios do programa (12).
  • A maioria ouviu aos episódios porteriormente.
  • Um dos participantes ouviu parte dos episódios no momento em que estavam sendo “transmitidos” e aos demais posteriormente.

VERBATIM

  • Eu ouvi os 12 episódios no smartphone com acesso ao wifi. Foi muito prático. Ouvi posteriormente.
  • Eu ouvi posterior, os 12. Celular.
  • Ouvi os 12 episódios pelo smartphone. Depois.
  • Ouvi os 12 pelo celular, aquele smartphone, posteriormente, não foi ao vivo. Iniciei querendo ouvir alguns, não ia ouvir todos, só que um ia amarrando no outro e como eram episódios curtos a gente fala “por que não mais um? “ e quando vê acabou ouvindo todos.
  • 12 episódios, telefone celular. Alguns quando estava passando e alguns posteriormente.
  • Ouvi os 12, alguns quando foi ao ar e outros posteriormente. Ouvi pelo celular.

AVALIAÇÃO – DO QUE GOSTOU

  • Os participantes gostaram muito dos episódios em função do conteúdo.
  • Os que atuam na área da educação (3) mencionaram bastante o primeiro episódio.
  • Outro episódio bastante mencionado e elogiado foi o com o tema maternagem e maternidade.
  • As apresentadoras foram elogiadas pela maneira, “jeitinho” de apresentar .
  • Outros destaques foram os episódios que tiveram como temas as mulheres negras no samba e o mulheres trans.

VERBATIM

  • Os 12 (episódios) são maravilhosos e te prendem e cada tema abordado você sabe de alguma experiência ou experiência própria. Mas eu vou falar do primeiro que é sobre educadoras e alunas negras. Eu sou educadora no MOVA e, acho que há 2 anos a gente vem trabalhando o racismo e o antirracismo na sala.
  • É um episódio muito bom, no ano passado inclusive na semana do Dia da Consciência Negra eu falei com meus educandos sobre o tema, falei sobre Zumbi dos palmares e muitos deles não sabiam da história de Zumbi dos palmares e outros nem conheciam, então, o episodio me chamou muito a atenção e eu estou pensando em trabalhar com eles esse episodio.
  • Eu sou professora de história e eu comecei a assistir por uma busca de temáticas. O primeiro episódio, por eu ser professora, me pegou muito e o segundo quando fala da mulher negra e o último episódio também, maternagem e maternidade. Este último eu gostei muito da abordagem em si, porque a questão do romanticismo que tem nisso e a separação entre maternagem e maternidade, mães dissidentes, eu achei esse conceito interessante.
  • Os primeiros, até por uma questão de profissão, eu gostei muito.
  • Gostei de alguns episódios. Também o primeiro episódio da Juliana de Oliveira foi o que mais me chamou a atenção e tem as características, a voz das apresentadoras é bem característica, a voz da Joana. Porque elas têm um jeitinho de apresentar o programa que é todo charmoso, a forma de apresentar as entrevistadas eu acho que é bem a característica de rádio e para a gente que é da geração do youtube e da televisão perde muito disso e resgata isso com o podcast, com o formato de rádio, então eu gostei bastante. E por ser curto também é bem dinâmico: dão uma introdução sobre o entrevistado, depois passam a palavra para a entrevistada e depois finalizam.
  • Eu gostei bastante do primeiro por causa da trajetória das educadoras e das alunas negras, gostei também de um episódio em que a Veronica Machado conta a história dela na militância por ser uma personalidade de peso na Brasilândia devido ao assassinato do irmão dela de 14 anos e gostei bastante também do episódio 5, Mulheres Negras no Samba: Desafios e Conquistas em que ela cita Ivone Lara, Clementina de Jesus e outras compositoras que também penaram para ter um espaço. É um movimento que é negro por si só, mas também é machista. Então eu gostei dos episódios no geral.
  • Achei todos maravilhosos, eu moradora ali da Brasilândia, então eu anotei tudo. O coletivo que tem ali. Fiquei boba. Algo tão rico e eu não conhecia. Mas o 12º foi o que mais me impressionou porque me fez lembrar da minha infância, o que cita no podcast é exatamente o que eu passei. Minha mãe trabalhou durante 27 anos e eu não podia ficar na creche porque tinha intolerância a leite. Hoje em dia arrumam alguma coisa que substitua, mas há 35 anos…então enquanto minha mãe cuidava de uma criança de uma família mais abastada do que nós, e só tinha o domingo livre. Ela foi ter o sábado livre quando minha irmã, que é 8 anos mais nova do que eu, nasceu.
  • E a parte de romantizar a maternidade que é muito solo. Eu digo por que eu tenho 4 filhos e sou mãe solo. Não é fácil trabalhar fora, estudar. Vou te falar: que bom que eu escutei todos porque esse foi o melhor, fechou com chave de ouro.
  • Olha, todos eles (episódios) trouxeram uma mensagem muito forte. Eu vou citar o primeiro em que a professora Juliana fala que ala teve que se preparar, ela chegou no mestrado e conseguiu trazer uma fortaleza de que os alunos podiam, eles também podiam chegar.
  • A questão da saúde que fala sobre a morte, gravidez na adolescência e também o episódio da empregabilidade com outra Juliana e ela conta que começou nessa parte ao customizar um tênis, que ela tinha vontade de ter um tênis novo mas não tinha condições de ter, aí ela começou a customizar e viu que podia fazer isso para outras pessoas.
  • Também o 12º foi sobre a maternidade e a maternagem e realmente é isso. Sou da pastoral do menor e já tinha conversado com as meninas que esse ano a gente vai trazer os meninos para falar da questão da importância da paternidade para que eles também tenham a responsabilidade, para que não sejam só as mulheres a terem isso.
  • Todos eles trazem coisas diferentes, mas alguns me chamaram mais a atenção por essas questões mais pontuais.
  • Os temas abordados trouxeram muita informação, trouxeram dados. Então, por exemplo, na questão da educação a gente viu alguns dados. A questão da saúde elas trouxeram uma questão que é o preconceito que se aborda no corpo da mulher negra, foi uma coisa que foi muito forte: “o corpo da mulher negra é mais forte que o da outra”.
  • Vou para um episódio aqui que foi o das mulheres negras trans que é um tema que a gente não olha. Eu trabalho na área de diversidade dentro da empresa e eu fui visitar um abrigo de trans e é um lugar muito triste pela forma como se trata e quando a gente coloca a mulher trans negra é mais triste ainda. Foi interessante a forma como elas abordaram no sentido de ressignificar.
  • Outro ponto bacana foi o do empreendedorismo: como a mulher se ressignifica? Como elas se ressignificam naquilo que elas têm de melhor.
  • No geral elas trouxeram informação importante que a gente não tem. Alguns dados de saúde que a gente não tem e um outro ponto foi o do racismo o reverso que elas falaram. O quanto ele é pregado, falado, invertido, então, assim, a gente ouve muito “não existe racismo”, mas existe outro, uma mudança de comportamento. É estrutural e a gente tem que quebrar o paradigma, p.ex., mulheres trans cantando. A gente tem que quebrar esse paradigma.
  • Eu fiz anotações em tudo para poder estudar. Todos os dados que foram falados eu vou estudar porque é importante.

AVALIAÇÃO – DO QUE NÃO GOSTOU

  • Foram poucas os aspectos negativos apontados pelos participantes do grupo.
    Uma das participantes (apesar de ter gostado de todos os episódios) fez críticas ao que chamou de “fala de convocação” por achar que, no momento atual, “a gente está a procura de paz “
    O tempo de duração de cada episódio foi considerado muito curto por 3 participantes.

VERBATIM

  • Não é que eu não gostei. Foi a questão do samba por eu não acompanhar. Como eu não acompanho eu não consegui me aprofundar mais, mas não tem nada que eu não gostei.
  • Agora parando para pensar eu não saberia te dizer o que eu não gostei. Eu não gostei de algumas situações de fala de convocação. Acho que tinha ali tantas pessoas tão preparadas, eu gosto de história viva, de história oral, eram experiências maravilhosas, mas não precisava ter muita rigidez. As apresentadoras te convidam para uma análise, te convidam para entrar nesse território de temáticas muito sensíveis. Eu entendo a dor do outro, eu tenho empatia, mas acho que a gente não precisa firmar isso, a gente está a procura de paz e isso, em alguns episódios, eu acho que faltou.
  • Naquele episódio de educação não formal. Tem dois. Acho que no primeiro teve essa coisa mais agressiva quando fala de economia solidária e que você tem que acabar indo para a CLT. Direcionava: tem que ser assim. Não precisava desse tom de militância.
  • Não tenho o que dizer. Na verdade, eu me senti pertencente a todos os episódios mesmo quando não era comigo. A gente sempre tem amigos que são trans, amigos que procuram empodeiramento, ser ativista. Então eu me senti pertencente a todos os episódios. Não tenho crítica nenhuma.
  • Eu me senti pertencente a todos embora não tenha me aproximado de alguns. Ao contrário do colega eu fui criado no berço do samba, então vem a reflexão: fui criado com a minha avó ouvindo Dona Ivone Lara mas só ela foi compositora de uma escola de samba o resto das composições foram compostas por homens e eu fiquei refletindo nisso. Nossa, que sensacional, cara.
  • Um que eu não me conectei muito foi o de ancestralidade, eu não me conectei muito porque cada um tem seu estilo. A gente sabe que a ancestralidade diz muito de nós, a gente não pode esquecer disso, mas cada um tem seu estilo.
  • O tempo foi curto, mas no geral eu gostei bastante.
  • Acho que foi exatamente o que ele falou agora: a questão do tempo. Quando a gente começa a gostar do tema, tem muita coisa ali para ser discutida e quando a gente está se empolgando ali ele acaba. A única questão. Talvez eu entenda os 10 minutos que é para ter o público, chegar até o publico, talvez, se fosse maior a gente não pegasse o tema. Talvez o defeito seja também a qualidade.
  • Na verdade, eu gostei de todos os temas. Talvez eu não tenha gostado de ser curto.

FORMATO DO PROGRAMA

  • Alguns aspectos do formato do programa foram elogiados.
    – Ter um tema específico, mas com amplidão de abordagens (em cada episódios)
    – Temas seguirem o que foi proposto – “sem viajada na maionese”.
    – A duração de 10 minutos foi elogiada por uma participante – “em 10 minutos se faz uma caminhada de bicicleta”.
    – Programa foi bem pensado e executado
    – Tem abertura, introdução e o momento em que o entrevistado fala.
    – O formato foi comparado a radionovela ou série da netflix – “teve um desencadear que parecia uma série, um esquema Netflix. Acabava quando a gente queria ouvir mais sobre o assunto e eu achei que era proposital, você ficava instigado para o outro (episódio)”

VERBATIM

  • Eu achei legal. Os temas, quando eu fui olhando um a um eu achei que foi uma ideia bacana de quem fez, de quem processou. Bem amplo mesmo o tema sendo uma coisa específica ele criou uma abordagem de cada realidade, de cada situação. Abriu um leque para a gente ter várias visões.
  • Eu adorei. Achei muito legal, muito jovem o modo de iniciar, o jeito de se dirigir ao público. Muito prático ser 10 minutos porque em 10 minutos se faz uma caminhada de bicicleta.
  • No geral foi muito bom.
  • Achei bem prático, um bate bola bem solto. Abre, tem a introdução, depois tem o momento em que a pessoa entrevistada tem a fala.
  • Os temas vão de acordo com o que foi proposto, não tem nenhuma viajada na maionese.
  • O jeito que o tema é abordado você se sente dentro da conversa e quer dar a sua opinião, ter uma troca, fazer uma pergunta.
  • O programa foi muito bem pensado e muito bem executado.
  • Eu, particularmente, gosto de podcast porque ele dá aquela ideia de telenovela apesar de eu nunca ter ouvido uma RADIONOVELA. Eu gosto dessa dinâmica. Teve um desencadear que parecia uma série, um esquema Netflix. Acabava quando a gente queria ouvir mais sobre o assunto e eu achei que era proposital, você ficava instigado para o outro (episódio).

O QUE MAIS IMPRESSIONOU

  • Alguns pontos impressionaram os participantes do grupo.
    – O episódio sobre mulheres trans.
    – Episódio sobre maternagem e maternidade.
    – A questão da violência na maternagem.
    – Veronica machado que teve o irmão morto.
    – As perguntas nas entrevistas foram consideradas “bem assertivas” (positivo)

VERBATIM

  • Das mulheres trans. A invisibilidade, é mais difícil nós acessarmos essas realidades. Quando a gente sabe de alguma coisa já houve uma morte. Não deve ser brincadeira. Você nasce num corpo que não é seu.
  • Para mim foi o das mulheres trans também. Dá visibilidade para quem não é vista. Isso foi um negócio importante que aconteceu. A gente ver uma cantora que a gente não conhece. Deram visibilidade.
  • O episódio da maternagem e maternidade. Um tema que é bem real. Eu trabalho num projeto social e realmente toda a fala delas é o que a gente ouve. Aquela cobrança da mãe, o peso que ela recebe, o compromisso da maternidade. 
  • A quantidade de informação e a Veronica Machado que o irmão foi morto por um garoto de 14 anos. Eu tenho um filho de 17 então a gente se põe no lugar e se põe no lugar de quem cometeu a infração e o que ela fez com isso que aconteceu com ela, de ela querer trilhar uma luta para diminuir a violência. Uma pessoa que está bem psicologicamente e que consegue fazer o que aconteceu de mal com ela em algo bo não só para ela, para uma coisa interna da família, mas para a sociedade.
  • Sem dúvida as mulheres negras trans. Hoje a gente tem como referência de mulheres negras trans no meio da música a Maju e a Aline que estão na linha de frente para combater. Acho que esse tema chama muito a atenção. O negro em qualquer área que esteja vai ser muito questionado, agora em mulheres negras trans ela vais ser triplamente questionada.
  • Meio complicado responder essa pergunta porque várias coisas me impressionaram. A qualidade das entrevistadas: só pessoal de peso. Eu achei isso muito legal porque em todos os episódios teve uma alta qualidade das entrevistadas.
  • As perguntas nas entrevistas eu achei que foram bem assertivas. Extraíram realmente, pegou na ferida, no essencial do que era para ser pegado na entrevista.
  • O depoimento do assassinato do irmão da Verônica. Ela fala que perguntou para o infrator por que fez isso e ele respondeu que não sabia. Foi uma coisa impressionante.
  • A invisibilidade no episódio da questão do transgênero.
  • A questão da violência da maternagem.
  • Mas para mim o que eu fiquei muito impressionado de verdade foi o movimento dentro do movimento, um movimento de resistência dentro de um movimento de resistência que é o samba. Acho isso me pegou mais, mas eu gostei de tudo.

O QUE “DESCOBRIU” OUVINDO AO PROGRAMA

  • Descobertas foram feitas pelos participantes ao ouvirem os episódios do programa
    – A maioria delas está relacionada com dados apresentados.
    – Dados referentes à saúde e à educação.
    – Dados de mulheres negras e mulheres brancas.
    – Descobertas históricas também ocorreram.
    – Que o terreiro santa barbara é um patrimônio – “eu passo todo dia em frente quando vou trabalhar.“
    – O fato de haver um coletivo no bairro.
    – Que a história do samba enredo contou apenas com 2 mulheres compositoras.

VERBATIM

  • Várias coisas referentes aos dados. Eles trouxeram muitos dados concretos, principalmente no primeiro episódio que eles falam os dados dos materiais didáticos. Quantas crianças, quantos meninos pretos recebem material didático, quantos meninos brancos recebem, quantas meninas pretas recebem material didático, quanta meninas brancas recebem. É o que eu falei: o pessoal muito bem-preparado, as entrevistadoras, as entrevistadas. O pessoal foi muito redondo. Muita informação, muita coisa que eu não sabia eu aprendi.
  • Os dados da saúde. Esses dados eu não conhecia.
  • Os dados mesmo. Principalmente da saúde. E quando eles falam da questão do corpo da mulher negra. Aprendi a ter um outro olhar.
  • A porcentagem, a diferença mesmo da mulher negra e da mulher branca na questão escolar. No dia a dia você não faz essa comparação.
  • A porcentagem trazida no primeiro episódio. Eu trabalho com alfabetização de jovens e adultos e esses dados ficam como alerta para a gente trabalhar com esses educandos.
  • Eu não sabia que o terreiro Santa Barbara é o primeiro de São Paulo e é um patrimônio. Eu passo todo dia em frente quando vou trabalhar.
  • Também não sabia que na história do samba enredo só duas compositoras são mulheres.
  • No primeiro episódio o acesso ao material didático. Eu não imaginei que os alunos negros tivessem mais dificuldade que os demais. Me remeteu a uma escola em que eu trabalhei como estagiária. Quando eu entrei lá o horário de aula era das 13h e as crianças ao entrarem na escola já comiam e eu nunca tinha visto uma escola em que a alimentação era antes da aula e eu questionei alguém da gestão e me explicaram que era feito isso porque quando servia a comida entre as aulas as crianças não conseguiam ser alfabetizadas. A primeira necessidade do ser humano é se alimentar. Essa coisa do material didático me remeteu a essa coisa da fome.
  • O fato de ter um coletivo no nosso bairro e não conhecer e nunca ter ido.

AVALIAÇÃO – O QUE PODERIA MELHORAR

  • Sugestões para melhorias foram dadas.
    – Ter interatividade para que as pessoas poderem fazer perguntas.
    – Foi observado que para haver a inteiração sugerida o tempo de duração do programa teria que ser maior.
    – Ter mais episódios – “faria 20”
    – “Delays”. Assim foram chamados os silêncios que aparecem em algum momento dos episódios.
    – Que houvesse alguém para falar do assunto e em seguida alguém que tivesse vivenciado aquela situação.

VERBATIM

  • Que ele tivesse uma interatividade com algumas pessoas. Umas duas perguntas no meio de alguém que estivesse com alguma dúvida e que os entrevistados respondessem essas perguntas.
  • Seria bom ter essa oportunidade de tirar algumas dúvidas.
  • Eu colocaria mais episódios. Foram 12, talvez fazer uma série com 20.
  • Se houvesse interação. Temos muito a contribuir. Que houvesse nossa inteiração com as pessoas ou que nós fossemos entrevistados, convidados a falar durante.
  • Os delays, esse tempo, a gente ficava um tempinho esperando com um silêncio.
  • Que trouxesse alguém para falar de um assunto e alguém que já tivesse tido alguma vivência naquele assunto, p.ex., um profissional de saúde que vive aquilo ali.
  • Entraria na questão do tempo, para ter inteiração teria que ter um tempo de duração maior.
  • Inteiração também. Trazer as questões dos ouvintes ou de alguns ouvintes. Mesmo a presença de alguns ouvintes na hora da entrevista para fazer a pergunta. Quando a gente está ouvindo a gente quer fazer essas questões, então se tem alguém ali para representar fica melhor.

PROGRAMAS SEMELHANTES

  • Os participantes não se lembraram de ter tido contato com qualquer programa semelhante.

VERBATIM

  • Nesse formato não.  
  • Não.
  • Em rádio não.
  • Não. Esse formato foi muito bacana.
  • Não.
  • Não, nem em podcast com esse formato e muito menos com essa temática.

SUGESTÕES DE TEMAS (NOVOS PROGRAMAS)

  • Foram sugeridos temas para futuros programas:
    – Síndrome de down
    – Autismo
    – Deficiências e transtornos numa série de episódios
    – Deficiência visual e auditiva
    – Cecatone (doença)
    – Comunicação não violenta
    – Decolonidade

VERBATIM

  • Estou lidando com alunos que têm síndrome de down, autismo e eu vi que na Brasilândia tem muitas pessoas com limitações, então seria interessante ter esse tema.
  • Deficiências e transtornos numa série de episódios. Um traria autismo, outro esquizofrenia, noutro psicose. Uma deficiência visual, auditiva. Porque é complicado, nossa sociedade assim como não enxerga o racismo também não olha para a pessoa com transtorno ou deficiência.
  • Comunicação não violenta. Como a gente se comunica com o outro e como a gente transforma a vida do outro pela forma como a gente se comunica.
  • Gostei das duas propostas aí (comunicação não violenta e transtornos e deficiências).
  • Deficiência que não é visível num primeiro momento. Eu trabalho com surdos e a surdez não tem apelo visual e eu tenho experiencia com alunos negros surdos. Vem a questão do quanto eles apanharam de policiais porque eles não ouviram.
  • A questão da decolonidade, por uma pedagogia decolonial, uma sociedade decolonial, uma cultura decolonial.
  • Ceratocone é uma doença pouco ou que quase não se discute sobre. Chegar nesse assunto para os pais e avós porque é uma doença que atinge principalmente as crianças.

CONSELHO(S)” QUE DARIA PARA A EMISSORA (GERAL)

  • Conselhos e recomendações genéricas foram dados.
    – Continuar na mesma linha que vem seguindo.
    – Não perder a essência da rádio cantareira – “ser simples e objetiva e comunicar mais”.
    – Ter divulgação para atingir um público maior com seus programas.
    – A divulgação / comunicação deveria ser feita através das redes sociais (instagram, facebook e youtube) além de pensar “numa rede com várias células para ela chegar a vários públicos”.

VERBATIM

  • Ela por si só vem fazendo as melhorias necessárias.
  • Divulgação. Temas que não atingem o publico que deveria. Fazer divulgação no Instagram, Youtube. Para trazer o público de forma mais maciça.
  • Que continue nessa linha que ela vem há anos fazendo e que divulgue mais, que seja mais ampla.
  • Não perder a essência da rádio Cantareira que é ser simples e objetiva e comunicar mais, fazer divulgação mais intensa porque ela tem um conteúdo muito grande. Ela tem um potencial muito grande.
  • Instagram, Facebook, Youtube.
  • A divulgação. Pensar numa rede com várias células para ela chegar a vários públicos.
Divulga RadCom Sp