
PESQUISA QUALITATIVA (FOCUS GROUP)
PROGRAMA: “1964 – Lembrar para que não mais aconteça”
EMISSORA: RÁDIO CANTAREIRA
DATA: 15.01.2026 (20hs)
QTDE. PARTICIPANTES: 8
PERFIL DEMOGRÁFICO DO GRUPO
- A REUNIÃO FOI REALIZADA VIRTUALMENTE NA NOITE DE 15.01.2026 (20Hs.)
- O GRUPO ESTAVA COMPOSTO POR 8 PESSOAS, SENDO:
– 4 MULHERES
– 4 HOMENS
- AS IDADES ESTAVAM ENTRE 28 E 62 ANOS
EPISÓDIOS OUVIDOS E DEVICE UTILIZADO
- A MAIORIA OS PARTICIPANTES OUVIU A TOTALIDADE DOS EPISÓDIOS (12).
– UM PARTICIPANTE OUVIU 10 EPISÓDIOS.
– OUTRO PARTICIPANTE OUVIU 10 EPISÓDIOS E PARTE DOS 2 RESTANTES.
– ALGUNS PARTICIPANTES (2) OUVIRAM TAMBÉM O PODCAST.
- OS PARTICIPANTES DO GRUPO OUVIRAM OS EPISÓDIOS POSTERIORMENTE UTILIZANDO O CELULAR.
– UM DELES OUVIU PELO COMPUTADOR NO MOMENTO EM QUE OS EPISÓDIOS ENTRAVAM NO AR.
VERBATIM
- Eu ouvi bem completo 10 episódios e ouvi parcialmente dois episódios, por conta do tempo mesmo.
- Eu ouvi os quatro episódios e os outros, eu dei uma leve passada.
- Eu vi e ouvi os 13 episódios.
- Boa noite. Eu acredito que o décimo terceiro que o Guilherme comentou, que eu também assisti, é o podcast. Além de 12 episódios, tem um podcast que é o livro que fica gravado no YouTube.
- Então é isso, é o podcast. É que eu assisti e ouvi os 12 episódios, incluindo o podcast, quando foi lançado no ano passado. E ouvi novamente para relembrar alguns pontos recentemente.
- Boa noite. Eu também ouvi os 12 e mais o podcast.
- Eu escutei os 10 episódios, né?
- Eu ouvi os 12 episódios.
- Eu ouvi os 12 episódios.
- Eu escutei posteriormente, né? Porque é um assunto que me interessa por conta dos meus pais terem vindo migrantes aqui para São Paulo. Posteriormente por celular e computador.
- Foi pelo celular, foi posteriormente. Aí, no começo da semana, eu ouvi novamente para relembrar.
- Pelo celular. Posteriormente.
- Posteriormente.
- Eu ouvi posteriormente… pelo celular.
- Sim, computador. Eu ouvi no dia de lançamento de cada episódio.
- Eu ouvi posterior pelo Bluetooth do rádio do meu automóvel (usando o celular).Conforme eu ia dirigindo no trânsito, que é o horário que eu tenho disponível, aí eu ia ouvindo.
- O meu foi posteriormente pelo celular.
- Eu ouvi pelo celular. Só um episódio que eu escutei ele ao vivo, quando eu estava indo para o ar. O restante foi posteriormente.
AVALIAÇÃO – DO QUE GOSTOU
- OS PARTICIPANTES DO GRUPO AVALIARAM POSITIVAMENTE O PROGRAMA POR DIVERSAS RAZÕES.
– POR TRATAREM DA VILA BRASILÂNDIA.
– REFORÇAREM A HISTÓRIA QUE VAI SE PERDENDO COM O TEMPO.
– PELAS ENTREVISTAS.
– ENTREVISTAS COM MORADORES DA BRASILÂNDIA.
– POR FALAR DE ELISA MARIA E DO CEMITÉRIO.
– MOSTRAR QUE A DITADURA NÃO ESTAVA RESTRITA À REGIÃO CENTRAL, I.E., OCORREU TAMBÉM NAS PERIFERIAS.
– MOSTRAR QUE HOUVE DITADURA TAMBÉM NA BRASILÂNDIA.
– A HISTÓRIA DOS 7 MENINOS.
– FALAR SOBRE A COPA DO MUNDO E A MANIPULAÇÃO DA DITADURA COM O FUTEBOL.
VERBATIM
- Tem bastante coisa, né? Uma das coisas que eu gosto nesse… No caso, ele é mais um estilo de podcast mesmo, né? Eu gosto muito porque ele trata da Brasilândia, né? Então ele vai, principalmente, abordar alguns temas que para nós já está ficando no nosso imaginário, né? Como o cemitério de Perus, a questão das desovas dos corpos durante o período da ditadura, pessoas que foram desaparecidas, os avanços que a gente teve aqui em Brasilândia. Então, esse tema é um tema que chama muita atenção para mim, entendeu? Porque eu sou morador aqui da região.
- É basicamente isso. É reforçar a nossa história, né? Que vai se perdendo, né? Conforme vai passando os anos.
- Eu gostei do noticiário em geral. Principalmente as entrevistas. Teve algumas entrevistas que tem até uma jornalista que ela trabalhava na Folha e ela faz um relato que ela tinha sido mandada embora.
- Também tem os temas da Brasilândia, como diz meu amigo aí. E aí a gente acaba vendo a evolução que chegamos, o patamar que chegamos hoje. E eu acho que o noticiário, o contexto em geral, foi o que me chamou a atenção. Mas as entrevistas, principalmente, algumas entrevistas que tem moradores da Brasilândia, e isso me impactou.
- Fala também de Elisa Maria, né? No cemitério de Queiroz.
- Falando das histórias que foram envolvidas aí, na época.
- Então, eu acho que comecei a comentar com vocês, de época de ditadura, por ser filha de pais migrantes, que chegaram aqui… Meu pai chegou em 72, mas, querendo ou não, pegou um pouquinho disso.
- E a gente dizer que, quando a gente chega para ir para o centro da cidade, para trabalhar, um homem preto, em busca de oportunidade e tudo mais, funcionário público… Então, ele passou por uma fase aí da ditadura que… E a gente ir para os bairros subalternos, tem tudo isso. Então, assim, eu me identifico muito com a história das entrevistas, com a história que é contada dentro de casa, entendeu? Então, para mim, fez todo sentido.
- Bom, eu gostei muito quando, em alguns episódios, trazia as informações de como a ditadura ocorreu na periferia. Porque, no imaginário comum, para quem acredita que realmente ocorreu uma ditadura, parece que era uma coisa mais restrita ali, à região central, aquele pessoal da classe média… Então, assim como as pessoas que moravam no interior, que não tinham esse imaginário de que estava acontecendo uma ditadura, muita gente não percebe que as periferias sofreram muito também. Então, eu achei muito interessante trazer essas informações dentro desses episódios, além da informação geral sobre esse período.
- Uma parte que eu gostei é porque eu tenho amigos que tiveram os avós no Exército, na época da ditadura, e aí eu ouvi dos avós uma história de uma parte, e aí, ouvindo o podcast, eu percebi um outro lado da história aqui na Brasilândia, que eu ouvia que na Brasilândia não teve ditadura, que aqui foi a maior tranquilidade. E aí, ouvindo o podcast, deu para entender o outro lado, o lado de quem é… estava na ditadura.
- Eu acabei anotando os episódios que mais me chamaram a atenção. Eu anotei os de todos, mas o herói da resistência de rua da Brasilândia me chamou muita atenção. A resistência pelos meios da comunicação, a ditadura militar na Brasilândia e nas outras periferias. Isso, assim, eu vi umas… eu voltava para ouvir, para ver o pessoal que tinha suas casas no centro, e mesmo assim eles tiraram todo mundo para deixar o centro mais visível para as pessoas, e aí davam dinheiro para quem comprava o terreno na Brasilândia para poder construir a sua casa com o dinheiro de tijolos, dava tijolos e telhas para que eles saíssem de lá do centro. Então, as pessoas periféricas tiravam do centro para colocar na Brasilândia, para vir as novas
avenidas e tudo mais. Eu fiquei assim… Eu ouvi umas três vezes, porque até parece que é mentira, mas infelizmente foi verdade. - E dos meninos também, que os sete meninos, que agora tem a praça no Elisa Maria, que faleceram, na verdade faleceram seis, e um ficou cego, se não me engano, e paraplégico. Também os meninos que não estavam fazendo nada, que não tinham fichas, fichas que eu digo que passaram pela polícia, e mesmo assim foram mortos. É a realidade, né? Infelizmente, é a realidade.
- Eu gostei muito desses episódios em específico. Paulo, o que você gostou? No geral, quando se fala de ditadura, a gente fica mais com ódio, em vez de gostar, mas o resgate da história, sem dúvida, é que a gente gosta. E o que me chamou a atenção foram alguns episódios, mas eu vivi isso, na década de 70, sobre a Copa e a manipulação da ditadura em cima do time de futebol, retirando o técnico Saldanha, colocando outro, o Saldanha se dirigindo ao presidente, falando aquelas verdades todas, e aí ele foi retirado da seleção, porque o presidente Médici queria o Dadá ali na seleção. Esse episódio, por ter vivido essa fase, na década de 70, todo mundo gostava de assistir à Copa e tudo, me chamou bastante a atenção. E o episódio em que a comunicadora Jussara começa falando sobre o filme do Rubens Paiva, ainda estou aqui, exemplificando ali tudo o que ocorreu e depois a descoberta dos cemitérios, das roçadas e tudo. Esse episódio é bem chocante também, me chamou bastante a atenção.
- Esse episódio inicia o episódio comentando sobre o filme Ainda Estou Aqui, do Rubens Paiva, exemplificando ali o desaparecimento de políticos, de pessoas que foram vítimas da ditadura e depois a descoberta de ossadas e tudo mais. É bem chocante, é uma realidade e passou no cinema recentemente. A gente reviveu esses momentos, então esse episódio foi bem interessante também.
AVALIAÇÃO – DO QUE NÃO GOSTOU
- OS PARTICIPANTES DO GRUPO NÃO APONTARAM ASPECTOS NEGATIVOS NOS EPISÓDIOS DO PROGRAMA- AO CONTRÁRIO (VIDE DEPOIMENTOS À SEGUIR).
VERBATIM
- Na verdade, não há o que eu não tenha gostado, porque todos os 12 episódios trazem o resgate da memória, eles falam ali da influência da música, do combate dos eventos, dos bailes negros que o Exército… A ditadura temia muito por conta da força, mas é muito doloroso ouvir também… A parte que eu não gosto é justamente das pequenas vitórias da ditadura na época contra a população, contra as pessoas que combatiam. Então, na verdade, a própria história em si da ditadura é algo que a gente detesta, não gosta disso. Agora, quanto aos episódios, todos têm uma qualidade fantástica, que é um jornalismo muito bem feito.
- Eu acho que é bem completo, porque aborda a educação, a imprensa, os estudantes, a gente tem várias áreas, aborda todas as áreas. Então, eu não tenho uma parte que eu não tenha gostado.
- Não, eu acho que a Rádio Comunitária Cantareira dá voz para a comunidade, para a periferia, para o território da Brasilândia, contar a sua história. Então, assim, se ela está fazendo essa parte, eu acho que não tenho por que eu não gostar.
- Ela está contando uma história que a história não conta, porque tem muitas das vezes, eu acho que a gente teve o filme que foi retratado aí, que Fernanda Torres ganhou e tudo mais. Foi uma referência, mas não é contando da periferia, da comunidade, do nosso território, Brasilândia. E aí vem a Rádio Cantareira contando como foi para nós passar um tempo de ditadura.
- Para mim que eu não passei esse tempo, mas os meus pais passaram e aí meio que eu tenho isso muito vivo dentro de casa pelos comentários. Então, acho que a Rádio Cantareira nesses episódios, ela conta a importância dos nomes das ruas, lutar para que cada rua tenha Carlos Mariguela, para que a gente tenha essa referência de fato, realmente. Então, dentro da comunidade o que acontece é uma rádio comunitária.
- Então, eu só aprovo o projeto mesmo, de fato. Ok.
- Não tem o que eu não ter gostado, né? É tudo aquilo que a gente precisa ter e saber, né? Que eles encobrem, mas graças a Deus a rádio está aí para poder mostrar isso para a gente, para dar voz ao povo e para contar a verdadeira história de como tudo aconteceu, né?
- Não tem nada.
- Acho que não tem nada nessa programação eu não tenha gostado, né? Eu acho que ela é uma produção legal, porque ela vai realmente contar a nossa história, ela vai colocar a nossa voz, né? É uma programação que você consegue sentir que é feita com carinho, com dedicação, né? Até os áudios que são escolhidos, como são colados, né? Você consegue perceber que as pessoas fizeram uma pesquisa por trás, alinharam a história do nosso bairro, a história também oficial do do que estava se passando, né? E em tudo isso nos ajuda a gente a ter mais orgulho daquilo do que é a nossa história, né? Lógico que sempre queremos que melhore mais, né? Muito mais que a essa programação alcançasse mais pessoas, né?
- Vamos lá, vamos lá. Eu também compartilho a mesma opinião que a maioria, né? Os episódios, eles foram muito bem elaborados, pesquisa ótima, principalmente trazendo informações que, como alguém falou, não lembro, né? Informações que ficam escondidas, né? Foi bem interessante, então não tem como não gostar de tudo, né? Porém, eu não sei se isso é possível, mas se for falar algo que eu não gostei é do tempo curto, né? Dez minutinhos, o episódio de dez minutinhos é muito rápido, é muito curto, acho que esse material merecia um tempo maior, né? Pela complexidade do tema, mas se for para dizer algo que eu não gostei é o tempo curto, né? Só isso, de resto está ótimo. Fernando, quanto tempo você acha que seria adequado para cada episódio? Ah, acho que até mais ou menos o dobro, entre 15 e 20 minutos, né?
- É uma Porque eu entendo um pouquinho que para rádio e outros programas você tem questões de vinhetas, anunciar o que é o programa, quem está patrocinando e tal, então isso vai comendo o tempo, né? Das informações.
- Então acho que aí entre 15 e 20 minutos daria para você ter um bom tempo de informações, cortando ali o que é de vinheta, de entrada, essas coisas que tem geralmente nos programas.
- Na verdade, eu gostei de tudo. Não há algo que eu não gostei. O que eu fiquei assim, menos que triste é quando eles falam dos garotos aqui do Elisa Maria.
- E aí depois eles vêm com o relato do porquê que tem o nome dos garotos nas ruas. É uma coisa que a gente passou, né? E que não muda muito hoje, se a gente colocar para o vídeo de hoje, não muda muito, porque há ainda muita violência. Então acho que quando eu comecei a ouvir essa parte, eu fiquei um pouco mexida, porque na minha região é muito jovem, teve bastante pessoas inocentes.
- Então foi isso que me impactou, mas o conteúdo em geral está perfeito. Legal.
- O apoio educativo, só sinto falta do resquício que a gente ainda tem da ditadura, ainda na comunidade. A gente ainda tem esse negócio velado de policiais e quando se fala ditadura, na comunidade tem muita gente que fala em.. ainda tem esse resquício de volta. Isso que eu senti falta de falar sobre.
FORMATO DO PROGRAMA
- O FORMATO DO PROGRAMA FOI APRECIADO PELOS PARTICIPANTES. OS PRINCIPAIS PONTOS DESTACADOS FORAM:
– MOSTRAR O QUE ESTAVA ACONTECENDO NA PERIFERIA DURANTE A DITADURA.
– NÃO SER CANSATIVO.
– DURAÇÃO (TEMPO) BOA.
– DITADURA É ASSUNTO PESADO E SE FOSSE MAIS LONGO AS PESSOAS SE CANSARIAM.
– GOSTOU POR SER CURTO.
– VOLUME DE INFORMAÇÃO ESTARIA CORRETO.
– INTRODUÇÃO E NARRATIVA ESTAVAM BEM FEITAS.
– TER SEQUÊNCIA (COMEÇO E FIM).
VERBATIM
- Para mim foi maravilhoso, porque foi falando e foi mostrando. Ok.
- E foi mostrando o que está acontecendo, o que é o seu na comunidade. Porque eu ouvi a história de outra forma, da forma bonita dos militares.
- Quando eu vi e ouvi o podcast, eu ouvi o lado da periferia.
- Eu adorei, porque não achei cansativo, que tem uns que a gente ficou ouvindo, ouvindo e acaba cansando.
- É uma coisa assim, um tempo bom e que te mostra realmente as coisas que vêm acontecendo, que você consegue compreender, você pode voltar e entender um contexto todo. Então, para mim, eu super apoio esse novo jeito. Ok.
- Eu gostei bastante, embora eu concorde lá, começando a questão do tempo, eu concordo com o colega, a gente quer ouvir mais, mas o volume de informação está muito bem compartilhado ali. Eu acho que ele está bem apropriado. Hoje em dia as pessoas mal ouvem mais de um, dois minutos ali de informação.
- E TikTok é 15 segundos, 30 segundos e o pessoal bomba. Algo de 10 minutos está de bom tamanho, por conta da atualidade mesmo, da realidade tecnológica. As pessoas prestam atenção e o volume de informações, a narrativa, a introdução estão muito bem feitos, prende a atenção.
- Eu acho que é ótimo esse formato. Talvez pudesse incrementar com alguma coisa, mas a princípio está impecável, está muito bom.
- Gostei porque tem a sequência, do começo até o fim. Então, eu gostei, fiquei curiosa para saber o que vai falar na próxima. O tempo também para mim está tranquilo.
- Eu gostei também porque teve entrevistas com as pessoas, as pessoas que participaram daquela época.
- Eu acho que eles estão muito em par com os podcasts mais bombados que eu tenho ouvido e que mundialmente têm sido prestigiados. A gente tem também um podcast na Brasilândia que é o Nenê da Vila Brasilândia e essa história contada mesmo que em muitos poucos minutos é preciso também compactuar com o ele (outro participante) falou: a gente está muito midiático, a gente quer as coisas para ontem, então a não gente fica meia hora ouvindo algo, eu não sei se a gente teria esse tempo mesmo que seja importante o assunto.
- Eu gosto do estilo, eu amo podcasts e acho que cada vez mais a gente vai estar com esse olhar mais ampliado para ouvir documentários, histórias que a história não conta, então eu acho que é acho que é isso.
- Eu gostei do formato porque é como se fosse um livro resumido. Hoje em dia, como dizem meus amigos, não é todo mundo que tem a paciência…se você for colocar a ditadura, já é um tema pesado e talvez as pessoas se cansem e falem “é uma historinha boba, não vai me levar a nada”. E se demorar muito tempo.
E esse formato eu achei que ele foi reduzido, porém ele é muito bom explicado, você consegue ouvir os episódios de uma forma não cansativa. - Gostei do formato ainda mais porque é um formato curto. A gente consegue ouvir de uma forma rápida as informações e também é a um formato atual. Como ela (outra participante) falou muitos podcast de jornalismo têm feito esse formato curto, até de formas menores, tem jornalistas que fazem podcasts de cinco minutos, então é a mesma questão da contemporaneidade, a gente tentar ser mais imediato. Não
sei se isso é bom porque tem coisas que se perdem, mas por hora é isso: informações rápidas como a Cantareira está fazendo e sendo um conteúdo que você pode revisitar por ser um conteúdo de qualidade com um formato bacana, um formato OK. Se fosse para aumentar a quantidade de tempo eu sugeriria que aumentasse a quantidade de episódios com mais temas.
O QUE MAIS IMPRESSIONOU
- OS ASPECTOS DO PROGRAMA QUE MAIS IMPRESSIONARAM OS PARTICIPANTES FORAM:- A ATUALIDADE DO TEMA.
– VER QUE AS QUESTÕES DO PASSADO ESTÃO PRESENTES NO DIA A DIA.
– “TEREM PAGADO” PARA AS PESSOAS MORAREM LONGE DO CENTRO – AO COMPRAR UM
TERRENO GANHAVA TIJOLOS, TELHAS ETC.– A ALTERAÇÃO DOS NOMES DE RUAS DEPOIS DA DITADURA – RETIRADA NOMES DE
MILITARES.– A ESCRITORA SÔNIA NA OBRA EM QUE 3 PERSONAGENS RETRATAM A PERIFERIA.
– O USO / INTERPRETAÇÃO DA LETRA DA MÚSICA JUÍZO FINAL DE NELSON CAVAQUINHO.
VERBATIM
- Eu acho que é a questão da atualidade de um tema, algo que já bastante tempo que aconteceu, mas a gente viu nos últimos anos quase que se repetindo, politicamente falando. Se a gente parar e ouvir direito ali todas os episódios, foi o que aconteceu comigo, eu fiquei ouvindo novamente e refletindo… até citaram isso aqui: a gente tem ainda um pouquinho da ditadura acontecendo no nosso dia a dia sem a gente perceber. A gente tem muito ainda que que que mudar, melhorar, então o que me impressionou ouvindo todo esse material dessa pesquisa que a Canteira apresentou é como isso é atual ainda.
- Impressiona a questão do tema, como as informações do passado estão presentes aqui no nosso dia a dia e acredito que isso vai durar por muito mais tempo.
- O que mais me impressionou foi o que eu tinha mencionado no começo. De eles pagarem para as pessoas morarem fora do centro, para que os periféricos ficassem contidos. Isso foi o que mais me chamou a atenção.
- Eu acho que no início do primeiro ou do segundo episodio ela recita uma música que eu gosto muito que é de Nelson Cavaquinho, Juízo Final. Ela recita e eu nunca tinha pensado nessa música para (falar) da ditadura e a metáfora que ela usa: “o sol há de brilhar mais uma vez, a luz há de chegar aos corações”. É assim: calma, as coisas vão dar certo. Em algum momento a gente vai conseguir fazer com que a democracia seja…que nós sejamos ouvidos, mesmo apesar dos pesares. Foi algo que que me tocou bastante e e me fez olhar diferente para essa composição de Nelson Cavaquinho.
- O que mais me impressionou foi a mudança dos nomes das ruas. Na ditadura foram colocados alguns nomes de militares e está tendo esse pensamento de alteração, de colocar nomes de que esteve do outro lado, não dos militares.
- Acho que fica até como sinal de alerta. A gente esquece que passou por isso e acho que ainda não fechou muito o que aconteceu.
- Em cada episódio eu fui fazendo uma comparação de antes e de hoje e eu vejo que caminhamos e evoluímos um pouco, mas existem coisas que se a gente parar para olhar parece que estamos vivendo o mesmo ano ainda. Existem os mesmos erros e talvez até por falta das pessoas entenderem, se conscientizarem do que vivemos hoje e o que vivemos no passado para evoluirmos mais.
- Eu comecei a fazer essa comparação até olhando pela educação que tem uma parte que menciona o MOBRAL e eu acabei me lembrando que eu ia com a minha avó. Eu estava na segunda série e eu incentivava a minha avó a estudar porque ela não sabia escrever o nome. Então eu fui vendo isso e vendo o que evoluímos e até quanto podemos evoluir.
- A escritora Sonia usou um recurso literário através de três personagens mulheres que vão relatando a realidade da periferia, vão relatando essa fase de extermínio dos grupos através desses personagens. Eu achei muito importante porque ela usa o recurso literário também para deixar registrada essa parte da história então eu gostei muito desse episódio.
- O que ele falou é bacana. A Sonia é uma artista. Escritora e fotógrafa que está sempre trabalhando nos registros dela aqui. Eu acho que o que mais impressiona é como a gente conseguiu ter muitos registros mesmo. A própria rádio mesmo, a importância que a rádio está tendo mostrado que a gente pode usar isso por via da arte e utilizar como historiografia.
O QUE “DESCOBRIU” OUVINDO AO PROGRAMA
- DESCOBERTAS FORAM FEITAS PELOS PARTICIPANTES AO OUVIREM OS EPISÓDIOS DO PROGRAMA:
– ASSOCIACÃO QUE HÁ ENTRE O LARGO DA PANCADA E OS MOVIMENTOS DE MORADIA.
– O OUTRO LADO DA HISTÓRIA – CONHECIA APENAS A “VERSÃO DOS MILITARES”.
A HISTÓRIA DA RUA DOS MENINOS.
– AS HISTÓRIAS DA VILA BRASILÂNDIA.
– A HISTÓRIA DA DITADURA NA PERIFERIA – “A GENTE CONHECIA APENAS VLADIMIR HERZOG”.
– A PANCADARIA.
– CEMITÉRIO / VALA DE PERUS.
VERBATIM
- Eu conhecia a história do Largo da Pancada. Minha mãe me contava só que eu não conseguia associar a história do Largo da Pancada com os movimentos de moradia e agora eu consegui associar essa questão. Eu sabia que era a polícia, que foram moradores da região, mas eu ainda não tinha feito esse link na minha cabeça.
- O outro lado da história porque eu só sabia o lado militar de avós, de pais, de amigos e aí quando eu ouvi o podcast e vi falei “mano, a Brasilândia sofreu muito com isto” e sofre até hoje eu vejo, só agora, o outro lado. Eu só tinha o lado A da história, agora eu vejo o lado B.
- Por incrível que pareça eu não sabia que a história, que o nome das ruas dos meninos. Mesmo morando lá próximo eu não sabia, não tinha ouvido falar sobre essa história.
- Ah, sim. Bastante informação principalmente as histórias da Brasilândia, muitas informações que eu não conhecia apesar de ser morador da Brasilândia. Tem algumas informações aí que eu não sabia como ela (participante do grupo) falou agora: a questão da praça e outros acontecimentos aqui vinculados a esse período da ditadura até porque eu morava na Brasilândia, mas nessa época da ditadura o meu pai saiu daqui de São Paulo foi morar no interior do Rio de Janeiro e nós só voltamos depois nos anos 90, por volta de 93.
- Então eu não vivia aqui nesse período, muita coisa que aconteceu aqui eu não sabia e eu descobri ouvindo os episódios na rádio.
- Toda a história da ditadura na periferia, no bairro do Brasilândia, tudo eu não tinha conhecimento, não era muito divulgado, principalmente na época a gente ficava sem saber o que ocorria. A gente sabia lá do Vladimir Herzog e a periferia estava abandonada, inclusive pela mídia.
- Então toda essa realidade que foi retratada em cada episódio, todos os episódios relatam um pouco dessa realidade. Eu não tinha conhecimento então foi muito importante ter participado e ouvido.
- Eu também não sabia várias partes: a pancadaria, o cemitério.
- Na verdade o único episódio que eu sabia era o da Elisa Maria.
- O que me impactou foi que eles pagavam para as pessoas vir comprar terrenos na Brasilândia.
- Da vala de Perus. A ditadura usou as nossas periferias para poder ocultar crimes. Isso é surreal e quando eu escutei o podcast vejo que apenas em dezembro de 2024, que o estado reconheceu oficialmente essas mortes, esses crimes. Quanto tempo isso foi acobertado, foi silenciado. Muitos crimes foram acobertados e a ditadura jogou para as periferias e principalmente para a Brasilândia.
AVALIAÇÃO – O QUE PODERIA MELHORAR
- SUGESTÕES DE OPORTUNIDADES DE MELHORIAS / INCLUSÕES PARA O PROGRAMA MENCIONADAS.
– COMPARAR A FORMA COMO SE VIVIA NA DITADURA E A FORMA ATUAL.
– OUVIR OS QUE NÃO VIVERAM O PERÍODO DA DITADURA (MAIS JOVENS).
– O QUE ELES (MAIS JOVENS) OUVIRAM DOS PAIS E AVÓS.
– OUVIR AS PESSOAS QUE VIERAM MORAR NO BAIRRO.
– OUVIR O QUE AS PESSOAS ACHAM DA PRAÇA 7 JOVENS.
– JOVEM ENTENDER MAIS DA BRASILÂNDIA DO QUE A TV MOSTRA (TV MOSTRARIA APENAS O BAILE FUNK).
– MOSTRAR O LEGADO DESSE PERÍODO / AS “PEQUENAS VITÓRIAS” DO PERÍODO.
– ENTREVISTAR JOVENS PARA VERIFICAR COMO ESTÃO / O QUE ACHAM EM RELAÇÃO AO ASSUNTO 1964.
– LEVAR O PESSOAL DO ENSINO MÉDIO AO ESTÚDIO DA RADIO PARA OUVIR OS EPISÓDIOS E DEBATER.
– DAR CONTINUIDADE AOS PROGRAMAS: MOSTRAR O IMPACTO DO QUE OS PAIS E AVÓS VIVERAM.
VERBATIM
- Trazer uma conexão com como nós vivemos hoje na periferia porque eu acho que é tudo muito falado fora da periferia, mas e dentro? Vamos falar o que ocorreu de ocultação na época da ditadura que não foi contado o nosso lado, vamos contar a história que a história não conta. Como nós vivemos após a ditadura. Comparar também a sociedade periférica. Acho que a Rádio Cantareira não se oporia a fazer isso, acho que já vem fazendo desde 1995.
- Fazer essa comparação de fato. Vamos fazer essa conexão com o que a gente está vivendo hoje, para a gente ver o que mudou, se é que mudou alguma coisa.
- Essa parte histórica e perguntar para os mais novos que não viveram a ditadura. Ver o que foi a ditadura para essas pessoas, o que elas ouviram dos avós, dos pais. Porque cada um tem um ponto de vista dessa ditadura. Eu escutava um lado positivo da ditadura, bem entre aspas. Então quando você vai ouvir a história não é tão bom assim.
- Uma coisa seria também ouvir os jovens, as pessoas novas que estão morando no bairro, o quanto que elas estão conectadas com a história, o quanto elas sabiam delas porque muitas vezes o bairro vai mudando e as pessoas não sabem mais dessas histórias.
- Principalmente a Praça dos 7 Jovens, no caso 6 que morreram e um que ficou ferido e hoje está tetraplégico. A praça teve uma revitalização e hoje acontecem várias coisas na praça: tem um baile que acontece lá, as crianças se reúnem, tem um campo de futebol. Você tem uma escola ali.
- Ouvir o que essa praça é hoje para as pessoas que frequentam ela.
- A maioria das pessoas vive na Brasilândia, mas não conhece a Brasilândia. Não sabem as festas que ela tem, não conhecem a história, não sabem o quanto que evoluímos para chegar até aqui. O que as pessoas passaram para construir o bairro. Eu levaria esse conceito: levar mais informação principalmente para o jovem para ele entender a nossa história e não só o que a televisão passa: que tem baile funk.
- Eu acho que, como a maioria falou, essa conexão com a atualidade. Seria importante trazer qual foi o legado desse período. Como ele falou (participante do grupo) a ditadura teve pequenas vitórias e essas vitórias estão por aí e a gente tem algumas coisas do nosso dia a dia que são pequenas vitórias desse período. Fazer essa conexão com a atualidade incluindo os jovens como a maioria falou. Eu acho que é importante, acho que complementaria bem todo o trabalho que já foi feito.
- Entrevistar mais os jovens para ver se eles estão por dentro disso tudo que aconteceu, pegar as pessoas que viveram para dar os seus depoimentos e comparar como as pessoas estão em referência a esse assunto.
- Eu acho que é fundamental, até por ter já frequentado o estúdio da rádio algumas vezes, levar o pessoal do ensino médio para ouvir o podcast depois discutir o podcast porque a informação para o jovem é tudo hoje em dia. A gente foi cerceado lá de filosofia de OSPB e tudo, houve muita manipulação na educação e a gente não vive o hoje e não teremos futuro se não tiver o passado, então se o jovens que não viveram essa situação toda como era declarada ditadura, embora vejam aí episódios aí aqui de ditadores, é fundamental levar esses jovens lá do ensino médio aos estúdios da rádio, seleciona alguns jovens e aí ouvem o podcast, discute o podcast e fala o que que eles veem, as impressões deles sobre o que eles estão ouvindo ali. Eu acho fundamental eles participarem ativamente.
- Acho que deveria dar continuidade, fazer um antes e um depois. Mostrar o impacto do que os pais e os avós viveram na geração atual.
PROGRAMAS SEMELHANTES
- A MAIORIA DOS PARTICIPANTES NÃO OUVIU PROGRAMAS SEMELHANTES. FORAM MENCIONADOS APENAS:
– UM PROGRAMA QUE TERIA A “MESMA FORMA DE NARRAÇÃO”: HISTÓRIA DA NENÊ DA BRASILÂNDIA.
– PROGRAMA USP ANALISA DA RÁDIO USP.
VERBATIM
- Não.
- Não.
- Não, o formato é inédito. Nunca vi.
- Não.
- Também não.
- Eu já ouvi muitos podcasts que trazem essa forma de áudio narração. Me lembra alguns programas de história documentada, as esse está contando a história nossa, da Brasilândia. A que chegou mais perto foi a história da Nenê da Brasilândia.
- Nada parecido.
- Eu gosto muito de ouvir a Rádio USP também, lá tem um podcast que se chama USP ANALIZA. São especialistas que falam de alguma temática, sempre de interesse público também. Parecido, mas não igual, até porque não fala de periferia, a constante não é essa, mas é tão bem formatado esse podcast da Cantareira quanto esse aí (USP ANALIZA).
SUGESTÕES DE TEMAS (NOVOS PROGRAMAS)
- TEMAS PARA PROGRAMAS FUTUROS DA RADIO CANTAREIRA FORAM SUGERIDOS.
– PROGRAMA SOBRE PSEUDO DITADORES – “GOVERNADOR QUE É UM DITADOR”, O “EX-PRESIDENTE QUE FOI UM DITADOR”.
– PROGRAMAS COM TÓPICOS: “O QUE É POLÍTICA: QUAL A FUNÇÃO DO GOVERNADOR. PORQUE TEM PESSOAS QUE NÃO SABEM”.
– HISTÓRIA DA BRASILÂNDIA ESTARIA DESAPARECENDO COM A CHEGADA DO METRÔ, COM A CONSTRUÇÃO DE CONDOMÍNIOS ETC.
– TERIA MUITA GENTE MORANDO NO BAIRRO QUE NÃO CONHECERIA: APROFUNDAR A HISTÓRIA DA BRASILÂNDIA.
– HISTÓRIA DA BRASILÂNDIA CONTADA PELOS MAIS VELHOS.
FALAR MAIS DE POLÍTICA – “2026 É UM ANO ELEITORAL”
MOSTRAR OS SERVIÇOS QUE HÁ NA BRASILÂNDIA – MICROEMPREEENDEDORES, EDITORES DE LIVROS, ONGs ETC.
VERBATIM
- Falar sobre esses pseudoditadores atuais também com essa mesma narrativa, com esse mesmo formato. Falar de um governador que é um ditador, de um expresidente que foi um ditador. Valeria a pena.
- Trazer os tópicos: o que é política, qual a função do governador, porque tem pessoas que não sabem.
- Pensando na Brasilândia, a Brasilândia tem muita história que está desaparecendo com as mudanças que estão ocorrendo na região. A gente tem muitas obras, condomínios, metrô chegando e as pessoas estão indo embora. A Brasilândia tem uma história muito grande de resistência, muita coisa importante aconteceu aqui. Eu acho que a rádio podia explorar mais a Brasilândia. Eu sei que a rádio tem um programa, mas acho que devia explorar mais a história do bairro porque tem muita gente nova morando aqui, muitos adolescentes que não conhecem a Brasilândia, a história e se você não conhece como é que vai cuidar do lugar onde mora?
- Esse ano (eleitoral) eu acho que falar mais de política.
- Continuar falando do nosso bairro e abordar sobre política porque é o melhor momento para poder explicar qual a função de cada um até para a gente não ser enganado.
- Concordo: devia aprofundar mais com a história da Brasilândia. Tem muita gente morando que não conhece e até nós mesmos.
- Se contasse mais a história, envolvesse mais os jovens seria ótimo.
- A história da Brasilândia pelos mais velhos, os mais velhos contando a história da Brasilândia para os mais novos.
- Falar sobre os serviços que nós temos na Brasilândia porque algumas ONGs, alguns serviços que o pessoal procura na região central, mas tem também na periferia.
- Tem microempreendedores que estão na periferia, mas que o pessoal só procura no centro. Nós temos editores de livros na Brasilândia e o pessoal só descobre quando está numa Bienal (do livro), na Feira da USP.
- Hoje eu estou como pesquisadora na Brasilândia e acho que com a chegada do metrô a gente tem tanto progresso que talvez esse progresso vá apagar as pessoas físicas, então observar esse ciclo de que a gente está evoluindo, a gente está crescendo, mas isso também pode nos silenciar de contar uma história.
Debaixo de quantas lutas a gente conseguiu a chegada desse metrô e esse mesmo metrô que chega ele nos apaga. São comércios, são casas que são trocados por prédios que não têm nada a ver com a história.
É muito louco que a ditadura veio com esse apagamento e agora com a chegada do metrô a gente vai ter esse apagamento. - Eu como pesquisadora, a gente está montando acervos nas instituições para não ter esse apagamento de fato. Que a gente tenha ao menos um cantinho nas instituições para contar a história nossa, o que meus pais passaram por 50 anos de Brasilândia.
- A gente tem que construir isso e a Rádio Cantareira é uma grande aposta porque ela dá voz para a gente.
CONSELHO(S)” QUE DARIA PARA A EMISSORA (GERAL)
- SUGESTÕES GERAIS DADAS PARA A EMISSORA.
– PERMANECER RESISTENTE.
– CONTINUAR UTILIZANDO A RÁDIO PARA CONSCIENTIZAR AS PESSOAS.
– DIVULGAR A RÁDIO NÃO APENAS PARA A COMUNIDADE, MAS PARA O “MUNDO”.
VERBATIM
- Permaneça resistente. Mexendo nos arquivos da Rádio Cantareira eu vi quantas passeatas que a gente tinha e que hoje a gente não tem mais. Passeata da paz, para moradia, para um monte de coisas. Como isso era possível isso antes e hoje a gente não sai de casa para lutar pelos nossos direitos? Parece que está tudo alcançado e não está. A gente está prestes a ter isso tomado de novo.
- Que continue usando esse veículo como forma de consciência para as pessoas que escutam, levando informação, abrindo as portas para os moradores. Utilizar o meio de comunicação para conscientizar cada vez mais.
- Tem um programa diário que é muito importante que se chama “Comunidade em Foco” às 10 da manhã.
- O conselho que eu daria é que é fundamental a divulgação da rádio. Que não seja só para a Brasilândia, mas para o mundo. Divulgar o máximo possível nas redes sociais, nos bairros dos arredores, colocar faixas divulgando a rádio porque embora a programação seja excelente a audiência ainda não está naquilo.
- Não perder o vínculo com o território. A ideia da rádio comunitária não é ser uma rádio comercial e eu acho que ela foi pensada, imaginada para ser um lugar de voz da quebrada onde o pessoal pode se identificar com a comunidade através do que a rádio produz, então eu acho que ela tem que continuar prestando esse serviço que é um serviço público.
- Acho que a parte da divulgação: ser mais divulgada, não perder isso que tem com a Brasilândia que está muito bonito e cada dia vai ser melhor. Trazer mais pessoas, mais entrevistas para que todos nós entendamos a história.
- Está dando certo, mas tem pouca audiência, então divulguem para os mais novos, para quem quer saber sobre a comunidade e que está na comunidade.
- Como eles falaram: divulgação. Acho que ela tem que ser mais divulgada. Ela tem um conteúdo, uma programação que são muito bons.
- Divulgação para conseguir alcançar mais pessoas. Divulgação para chegar mais perto das pessoas. A Brasilândia é praticamente uma cidade.
