Rádio Tiradentes FM

Pesquisa qualitativa (focus group)
Programa: “Minorias identitárias ”
Emissora: Tiradentes
Data: 16.01.2025 (20h00)
Qtde. Participantes: 6

PERFIL DEMOGRÁFICO DO GRUPO

  • A reunião foi realizada virtualmente na noite do dia 16.01.2024 (20h)
  • O grupo estava composto por 6 pessoas, sendo:
    – 5 Mulheres
    – 1 Homem
  • As idades estavam entre 26 e 50 anos

EPISÓDIOS OUVIDOS E DEVICE UTILIZADO

  • Os participantes do grupo ouviram entre 8 e 12 episódios do programa.
  • O meio utilizado para audição foi, predominantemente, o telefone celular após a “transmissão”
    – Uma participante ouviu os 12 programa pelo rádio e reouviu posteriormente no celular.
    – Outra participante ouviu metade dos programas (6) pelo rádio e a outra metade (6) posteriormente através do celular.

VERBATIM

  • Eu ouvi 8 episódios e foi pelo celular. Depois.
  • Eu ouvi todos os episódios. São 12, eu ouvi os 12, mas eu não ouvi no horário que passou porque foi muito cedo. Celular.
  • Eu escutei no momento em que estava passando no rádio porque sempre repetiam. Eu retornei a ouvir agora os 3 últimos. Ouvi todos pela rádio e agora eu só ouvi de novo para recordar. Pelo celular mesmo. Eu deixei os episódios gravados no meu celular e eu reouvi.
  • Eu ouvi todos (12) posteriormente pelo celular. Os 6 primeiros eu ouvi antes pelo rádio.
  • Eu ouvi todos os episódios pelo celular. Posterior. Ouvi os 12.
  • Eu ouvi 8 episódios pelo celular. Posterior.

AVALIAÇÃO – DO QUE GOSTOU

  • Os participantes do grupo avaliaram o programa de maneira positiva. Os destaque foram para os temas:
    – Intolerância religiosa.
    – Povos indígenas.
    – População LGBT.
    – Capacitismo.
    – Crescimento da população de idosos.
    – O conteúdo foi considerado muito importante porque os jovens desconheceriam a história dois indígenas, da da áfrica.
    – Um aspecto estrutural do programa foi elogiado, qual seja:
    – A diversidade dos temas (episódios) e todos estarem interligados.

VERBATIM

  • Dos 8 que eu ouvi um que me chamou muito a atenção foi o da intolerância religiosa. Então eu achei muito importante.
  • De todos os que eu assisti eu achei bacana o 1º que fala dos povos indígenas, sem terras e tal e também o da população LGBT. E eu também achei super interessante saber do racismo.
  • Todos os 12 foram importantes, mas o mais importante para mim foi porque muitos jovens não sabem a real história das indígenas e da África porque nós somos negros. Um outro ponto que me chamou a atenção foi o da população idosa que aqui no Brasil está acelerada a evolução de idosos e que eles infelizmente precisam de atenção pelas políticas públicas.
  • Pontos muito bons. Todos os episódios são muito ricos de comunicação. A pessoa que normalmente não está ouvindo isso consegue compreender e captar isso. Eu vou concordar que os 2 episódios mais marcantes foram sobre a intolerância religiosa e o que ela abrange. Nós somos um país muito racista e muito intolerante também. A gente esquece que somos um país laico e que não devemos obrigar o outro a ter a mesma religião que nós. A religião negra, africana é vista como coisa ruim.
  • Eu gostei bastante pela diversidade dos temas, um complementa o outro, são interligados e gostei porque eles chamam, além do especialista, uma pessoa que está convivendo com aquele mesmo tema. Eles conseguem te passar uma visão do dia a dia sobre o tema.
  • Eu gostei de todos os episódios. Infelizmente um velho tema é a intolerância de um modo geral e a capacidade nossa de lidar com a diferença, embora todos nós sejamos diferentes.
  • O episódio do capacitismo que fala da deficiência das pessoas. Agora estamos num período em que está tendo muito diagnóstico de autismo e de TDH. Praticamente todo mundo tem alguma necessidade especial só que a intolerância de lidar com isso é a velha máxima de sempre: eu sou melhor, a minha religião é melhor, a cor da minha pele é melhor. A capacidade do ser humano de lidar com o outro ainda está no básico.
  • Assim como invasão de propriedade, um precisa e o outro tem demais. Ainda precisa brigar por isso ainda. É a história de sempre se repetindo.

AVALIAÇÃO – DO QUE NÃO GOSTOU

  • No geral não houve aspectos que os participantes não tenham gostado.
  • Houve apenas críticas pontuais
    – O fato de começar com música. Acham que deveria ir direto ao assunto / tema e a música entrar apenas no final .
    – Foi dito que um dos episódios (não lembra qual) estaria com áudio ruim ao ser ouvido digitalmente.

VERBATIM

  • Sinceramente não tem do que não gostar. Acaba sendo redundante porque tocar na mesma tecla sempre, o tempo todo, no mesmo assunto porque você não vê a evolução das pessoas.
  • Não teve o que eu não gostei. Eu aprendi bastante. O que eu fiquei pensando que eu não sabia que era assim foi o movimento de moradia. Eles vão lá e fazem a ocupação e aí eles explicam a questão da ocupação. Eu não sabia que eles têm que fazer uma carta aberta. Eu não sabia que eles poderiam fazer essa ocupação. Para mim era ilegal.
  • Na minha opinião eu gostaria que já se iniciasse com o tema e não com uma música extensa para depois iniciar porque quanto mais conteúdo mais interessante fica a história. A música podia deixar para o final que ficava tranquilo.
  • Isso de falar sobre o que você vai ouvir vai dando um interesse. A música no final é válido.
  • Eu também achei estranho porque alguns episódios a pessoa fala o tema mas a maioria começa com uma música.
  • Não me lembro qual, mas teve um episódio em que o áudio estava bastante ruim.

FORMATO DO PROGRAMA

  • O formato do programa foi elogiado
    – Por ser “bem explicativo” e de “fácil entendimento”
    – Pelo fato dos episódios não serem longos – “um programa rápido, curto e a gente acaba aprendendo muito sobre o tema”
  • Uma crítica foi o fato dos episódios não iram ao ar no mesmo horário

VERBATIM

  • Eu gostei muito formato, foi muito bem explicativo, de fácil entendimento. Acho que foi muito válido na explicação deles, uma leitura muito fácil. Formato geral do programa nota 10.
  • Eu achei o formato bom porque não são programas longos, tem pessoas entendidas de cada assunto, têm base para opinar sobre aquele assunto.
  • Bem atual, essa questão de podcast é bem atual. Você pode consumir onde você estiver, não só no rádio.
  • Eu achei objetivo e de fácil entendimento. A única coisa que eu queria pontuar é que todos os episódios deveriam passar no mesmo horário. Fora isso o formato foi bom e fez com que quem fosse leigo se interessasse pelo assunto e em saber mais.
  • Gostei bastante por ser um programa rápido, curto e a gente acaba aprendendo muito sobre o tema.
  • Foi muito produtivo, aprendi bastante.

O QUE MAIS IMPRESSIONOU

  • Uma frase de um episódio impressionou muitos dos participantes do grupo:
    – “Todo camburão tem um pouco de navio negreiro”
  • Outro ponto que impressionou foi o das questões relacionadas à africa.

     

VERBATIM

  • A questão africana, 50% são negros, aprendi um pouco sobre isso também
  • A falta de informação das pessoas. São assuntos antigos e a intolerância de um ser humano com outro continua como eu falei no começo. Começa no índio, vai no negro, vai no LGBT, pessoas com necessidades especiais, o idoso.
  • Teve vários pontos, porém o que eu mais guardei na mente foi a frase de que todo camburão tem um pouco de navio negreiro. Foi o que me deixo mais impactada.
  • De trazer todos esses temas interligados, vários temas que eram para ser mais debatidos no dia a dia. 10, 15 minutos ajuda muito quem não tem conhecimento disso.
  • A frase que todo camburão tem um pouco de navio negreiro, a abordagem policial truculenta. Eu sou dessa época que não se podia sair nas ruas que era tido como vadiagem, quem não estivesse com a carteira de trabalho no bolso era tido como um vagabundo. Eu sou uma negra e mesmo sendo mulher já sofri abordagem policial e não é fácil. Essa frase eu nunca esperei que eu fosse ouvir num serviço de rádio e ouvir novamente sobre a lei da vadiagem que permitia prender.
  • Eu acho que o conjunto. Essa frase (“camburão tem um pouco de navio negreiro”) é impactante principalmente para a gente que mora em comunidade. É um estereótipo e independente de onde você esteja você é enquadrado como periférico.

O QUE “DESCOBRIU” OUVINDO AO PROGRAMA

  • Algumas “descobertas” foram feitas pelos participantes ao ouvirem episódios do programa.
    – Origem indígena – “que hoje em dia você tem como ir atrás das suas próprias origens caso você tenha e provavelmente nós temos”
    – Existência do feminismo negro.
    – Que escolas deixaram de “ensinar” a origem do brasil (“tanto negro quanto indígena”)
    – O aumento da população idosa.
    – Que há 70 países que condenam o homossexualismo ainda.

VERBATIM

  • No episodio dos povos indígenas tinha uma coisa sobre conseguir demarcar essas pessoas de novo. Que hoje em dia você tem como ir atrás das suas próprias origens caso você tenha e provavelmente nós temos.
  • Eu não sabia do feminismo só negro. Tem a parte do feminismo só negro que é bem impactante também.
  • Eu não sabia que não era dado na escola a origem do Brasil tanto negro quanto indígena. Foi uma surpresa total porque embora a gente tenha visto isso no colégio e hoje entenda que a história é totalmente maquiada eu achava que continuava tendo a informação. Foi uma surpresa.
  • Não digo que eu descobri, mas eu não sabia que o aumento da população idosa era tão grande no nosso país.
  • Sobre LGBT, sobre homofobia, que tem 70 países que condenam o homossexualismo ainda.
  • Eu não sabia sobre o realocamento dos indígenas nas escolas e que a sociedades está com dificuldade de colocar eles nas faculdades e nas escolas e na política. E no episódio 6 sobre as mulheres identitárias.

AVALIAÇÃO – O QUE PODERIA MELHORAR

  • Algumas oportunidades de melhoria foram apontadas.
    – Todos os episódios deveriam passar no mesmo horário
    – A duração deveria ser padrão (15 minutos)
    – Contar com declarações de pessoas que convivem com os mesmos temas e tenham outras opiniões e experiências (para ter um contraponto).
    – Colocar no final. O programa foi esclarecedor em pontuar os assuntos: temos o problema, fazer o que com ele? Como resolver? Colocar essas questões para o público.
    – Poder entrar para fazer perguntas.

VERBATIM

  • Que todos os episódios passassem no mesmo horário que daria para a gente acompanhar melhor. Que fosse um pouco mais extenso, deixando a música para o final para a gente fazer uma reflexão que geralmente a gente grava coisas com ritmo de música. Teria que ser padrão, 15 minutos cada um.
  • Chamar outras pessoas que convivem com aqueles temas para ter um contraponto, outras opiniões, outras experiencias sobre o mesmo tema.
  • Só a questão do horário, ter um horário específico para passar os episódios que a gente já se programa.
  • Isso da música de fato, poderia colocar no final. Eu acredito que trazer também temas diversos. Colocaria outras coisas, outros assuntos. Faria temporadas falando de coisas distintas.
  • A questão do horário para pegar mais ouvintes.
  • O programa foi esclarecedor em pontuar os assuntos: temos o problema, fazer o que com ele? Como resolver? Colocar essas questões para o público.
  • Embora tenha sido gravado, se avisassem quando seria cada tema a gente poderia entrar para fazer perguntas.

PROGRAMAS SEMELHANTES

  • Os participantes do grupo nunca ouviram programas semelhantes.

VERBATIM

  • Com tantos temas pertinentes assim não.
  • Com esses temas, nesse formato não.
  • Foi a primeira vez.
  • Dessa forma como foi abordado não.
  • Não.

SUGESTÕES DE TEMAS (NOVOS PROGRAMAS)

  • Foram sugeridos os seguintes temas para futuros programas
    – População carcerária
    “Muita gente tem dúvida sobre o direito de quem tá preso, porque recebe um salário, seria legal falar sobre tirar o preconceito contra quem está preso, as famílias.”
    – Serviços sociais – o que um assistente social pode fazer numa família.
    – Conselho tutelar.
    – Drogas
    “Aqui em tiradentes está tendo um aumento muito grande na população usuária de drogas. Seria tocar no assunto das drogas, mas não aquilo que droga faz mal, álcool faz mal, mas de uma maneira mais profunda. São crianças que estão sendo aliciadas para entrarem no consumo de drogas e saem como moradores de rua. “
    – Suporte à mãe
    “Ser mãe hoje não está fácil. A mãe não tem base de como dar uma educação de tolerância para com o ser humano. Vai desde aquela frase de que homem não chora, de que menina tem de lavar, passar e cozinhar.”
    – Conselhos participativos nos bairros
    – Saúde na adolescência
    – Saúde – nutrição
    – Profissões. Seria interessante falar sobre algumas profissões. – Acredito que a profissão dê um sentido para a vida das pessoas.
    – A importância das ongs nos bairros periféricos.

VERBATIM

  • Sobre a população carcerária, sobre serviços sociais, sobre o conselho tutelar.
  • O que um assistente social pode fazer numa família.
  • Muita gente tem dúvida sobre o direito de quem tá preso, porque recebe um salário, seria legal falar sobre tirar o preconceito contra quem está preso, as famílias.
  • Aqui em Tiradentes está tendo um aumento muito grande na população usuária de drogas. Seria tocar no assunto das drogas, mas não aquilo que droga faz mal, álcool faz mal, mas de uma maneira mais profunda. São crianças que estão sendo aliciadas para entrarem no consumo de drogas e saem como moradores de rua.
  • Seria desde a base porque a criança não deveria ter contato com as drogas.
  • Outro assunto seria o suporte à mãe porque ser mãe hoje não está fácil. A mãe não tem base de como dar uma educação de tolerância para com o ser humano. Vai desde aquela frase de que homem não chora, de que menina tem de lavar, passar e cozinhar.
  • Os conselhos participativos nos bairros e a saúde na adolescência, a diabete está pegando muitos jovens. Meu filho de 17 anos foi diagnosticado com diabetes.
  • Tema sobre outros tipos de profissões. Seria interessante falar sobre algumas profissões. Acredito que a profissão dê um sentido para a vida das pessoas.
  • A importância das ONGs nos bairros periféricos.
  • Tema voltado à saúde, que ajudasse as pessoas a saber um mínimo de nutrição para passarem para os seus filhos ou para as pessoas idosas.

CONSELHO(S)” QUE DARIA PARA A EMISSORA (GERAL)

  • Alguns “conselhos”foram dados à rádio.
    – Prosseguir: os particiopantes do grupo acreditam que a emissora esteja no caminho certo.
    – Continuar trazendo a realidade do dia a dia de forma suscinta.
    – Conseguir mais patrocinadores.

VERBATIM

  • Que estão no caminho certo de fazer um programa assim diferente, com temas variados.
  • Que entrasse em contato com mais patrocinadores e dar os parabéns porque eles entram em contato com os talentos que tem na nossa quebrada. Tem muitas pessoas que só precisam de um passo para chegar aonde querem. Aqui temos muitos talentos não só da música como do esporte.
  • Continuar nesse mesmo caminho, trazer a realidade do nosso dia a dia de uma forma suscinta, cheia de informação.
  • Só tenho que parabenizar, sou fã da rádio.
  • Que esse projeto deles continue porque vai alcançar muitas pessoas.
Divulga RadCom Sp