Rádio Tiradentes FM

Pesquisa qualitativa (focus group)
Programa: “Feira Preta: o impulso ao empreendedorismo negro no Brasil”
Emissora: Tiradentes
Data: 21.01.2026 (20h00)
Qtde. Participantes: 5

PERFIL DEMOGRÁFICO DO GRUPO

  • A REUNIÃO FOI REALIZADA VIRTUALMENTE NA NOITE DE 21.01.2026 (20HS)
  • O GRUPO ESTAVA COMPOSTO POR 5 PESSOAS, SENDO:

    – 4 MULHERES

    – 1 HOMENS

  • AS IDADES ESTAVAM ENTRE 34 E 51 ANOS

EPISÓDIOS OUVIDOS E DEVICE UTILIZADO

  • OS PARTICIPANTES OUVIRAM ENTRE 6 E 10 EPISÓDIOS DO PROGRAMA.
  • TODOS OS PARTICIPANTES OUVIRAM POSTERIORMENTE UTILIZANDO O TELEFONE CELULAR.

VERBATIM

  • Eu ouvi em torno de uns 8 ou 10 episódios, ouvi depois e ouvi pelo celular. Mais para 10 episódios. 10 episódios.
  • Eu ouvi 6 episódios e ouvi pelo celular também. Posteriormente.
  • Eu ouvi 10 episódios, no celular mesmo e geralmente no horário em que eu ia para casa, fora do horário do episódio.
  • 9 também, pelo celular. Posteriormente.
  • Eu escutei 6, também posteriormente pelo celular.

AVALIAÇÃO – DO QUE GOSTOU

  • OS PARTICIPANTES APRECIARAM DIVERSOS ASPECTOS DO PROGRAMA, QUAIS SEJAM:- MÚSICAS / PROGRAMA TER FUNDO MUSICAL AGRADÁVEL.

    – POR SER NOVIDADE / NÃO CONHECER A FEIRA.

    – DA INICIATIVA DA CRIADORA DA FEIRA: COMEÇAR NUMA PRAÇA E CHEGAR AO PAVILHÃO DO IBIRAPUERA.

    – MOSTRAR QUE TODOS OS PRETOS TÊM OPORTUNIDADE DE CRESCER.

VERBATIM

  • O jeito de se comunicar, a forma como foram passadas as ideias. Achei interessante, foi um assunto que deu para prender a atenção, não ficou muito extensivo, dava sempre uma pausinha. As pautas não estavam tão chatas no sentido que quando você acha que já ouviu tudo entra com uma novidade, um ponto novo, legalzinho, então não foi ruim não, sempre com a novidade e colocando um fundo musical agradável que por mais que seja preta, essa coisa, não estava demonstrando nenhum tipo de racismo tanto para os brancos como para os pretos.
  • As músicas também estavam bem agradáveis. Acho que para quem não gosta daquele tipo de música não pesou.
  • Eu gostei da iniciativa dela de ser tão jovem e começar numa praça e hoje estar no Ibirapuera, no pavilhão, na bienal. Então acho que a iniciativa dela foi bem positiva de mostrar que todos os pretos têm a possibilidade de crescer.
  • Gostei bastante do tema porque era uma novidade, eu não conhecia a feira e fiquei bastante curiosa em conhecer mais, até visitar a feira.
  • Eu achei muito importante esse tema porque é o desenvolvimento para os pretos, não é? O futuro deles.
    Foi um tema que me interessou bastante porque eu não conhecia o trabalho.
  • Na verdade valeu pelo conhecimento. Eu não sabia da existência. Achei interessante a divulgação, acho que vale a pena conhecer pessoalmente.
  • Ter um novo conhecimento desse projeto e saber que as pessoas se esforçaram e saber que eles estão fazendo valer a marca da Feira Preta e que as instituições não tinham interesse em investir, só têm interesse agora que eles estão conhecidos.

AVALIAÇÃO – DO QUE NÃO GOSTOU

  • NÃO FORAM MENCIONADOS ASPECTOS NEGATIVOS DO PROGRAMA, EXCETO:
    – NÃO TER DADO A INFORMAÇÃO SOBRE LOCAL E DATA DO EVENTO (FEIRA PRETA).

VERBATIM

  • Na verdade não tem o que eu não gostei. Tem algumas coisas que eu acabo discordando porque eu não gosto quando tem apologia, não gosto de (apologia) nem de brancos, nem de negros, de amarelos. Eu entendo que todos somos iguais, mas era a ideologia do programa mostrar isso aí, eu não gosto desse caminho, mas não me desagradou em nada.
  • Não tem o que não gostar. Acho que poderia incluir também os pretos como os brancos também, os indígenas, essa mistura toda.
  • Não tem o que não gostar, para mim está bem perfeito.
  • Acho que eu vou mais na acepção dele (Nota: um dos participantes do grupo): Todo mundo é igual, todo mundo é ser humano.
  • Eu acho assim, o programa em si está interessante, mas por ser de rádio seria interessante colocar a participação de todo mundo, se comunicar, ter alguma forma de quem está ali (ouvinte) ter uma comunicação com a rádio ou com o evento.
  • Faltou informação referente a isso, que vai ter sempre esse evento (Feira Preta), sempre em tal lugar, segue no Instagram, divulgar um pouquinho mais porque você foca tanto e depois diz: onde que é?
  • Não tem nada para dizer que não gostei, gostei muito do tema, de tudo. Eu fui até no Instagram para procurar, para conhecer mais depois que eu ouvi falar.
  • Eu gostei de tudo também.

FORMATO DO PROGRAMA

  • O FORMATO DO PROGRAMA FOI APRECIADO PELOS PARTICIPANTES DO GRUPO POR:- NÃO SER CANSATIVO.

    – “SER NOTÍCIA” E AO MESMO TEMPO “SER INTERATIVO”.

    – FOI CONSIDERADO ACOLHEDOR – “FALA DO FOCO DA SUSTENTABILIDADE, DA ECONOMIA, DE ESTÉTICA NEGRA, ROUPAS”.

VERBATIM

  • Interessante. Se tivesse um pouco mais de divulgação para a gente conhecer o projeto talvez a gente interagisse mais. Acho que fica ali preso somente no rádio, acho que tinha que ampliar mais.
  • Eu achei bem agradável, não é nada cansativo. Foi bem elaborado, a música, eu gostei do formato.
  • Achei acolhedor porque fala do foco da sustentabilidade, da economia, de estética negra, roupas. É tudo dentro de um círculo só e fala de todos os tipos de gosto e eu gostei muito.
  • De um modo geral eu gostei muito porque ele está num formato de inteiração, de interagir e ao mesmo tempo está parecendo uma notícia, parecendo um BandNews, mas não um BandNews chato, uma Jovem Pan, mas que não é aquela coisa chata, é entretenimento, o formato não está aquela coisa chata que você costuma ver nas outras rádios, então o que pode ter a mais é pedir a participação (do ouvinte).
  • Gostei.

O QUE MAIS IMPRESSIONOU

  • OS PONTOS QUE MAIS IMPRESSIONARAM OS PARTICIPANTES DO GRUPO FORAM:- AS HISTÓRIAS QUE MOSTRARAM O CRESCIMENTO DAS PESSOAS COM O TRABALHO.- OS NÚMEROS DAS PESQUISAS QUE MOSTRARAM A DIMENSÃO DO EVENTO.

    – O LIVRO DE AROLDO MACEDO QUE CONTA A ESTÓRIA DE LUANA.

    – O TAMANHO / OS “NÚMEROS”DA FEIRA.

VERBATIM

  • As histórias, eu gostei muito das histórias, ficar contando das pessoas que conseguiram crescer e tudo com o trabalho.
  • Os números, principalmente os números das pesquisas me surpreenderam bastante quando fala que 43% aconteceram isso. Me surpreendeu bastante porque todo mundo pensa que a área negra, só porque são negros, que não está lá em cima. Porque a mídia expõe muito os brancos, põem muito padrãozão então quando aparece um negro você fala: até que enfim apareceu um negro.
  • Fiquei bem impressionada também com as histórias do Aroldo (Nota: Aroldo Macedo) que era um autor literário que fala da estória da Luana que era uma criança.
  • Achei interessante a história das pessoas, que elas foram falando como entraram na Feira Preta.
  • O tamanho da feira. Eles foram falando que a última edição teve mais de 50.000 visitantes, foi o maior evento da América Latina, então me impressionou muito. Começou lá com a criadora lá no começo e cresceu tanto. Me impressionou isso.
  • Também os números, algo que começou como um brecho e se transformou num evento. Esses números são impressionantes, acho que foi o que mexeu mesmo.
  • Os números: que só no último evento foram gerados 1.800 empregos e 90% já foram empregados jovens negros. Os números e as oportunidades.

O QUE “DESCOBRIU” OUVINDO AO PROGRAMA

  • ALGUMA DESCOBERTAS FORAM FEITAS PELOS PARTICIPANTES DO GRUPO AO OUVIREM OS EPISÓDIOS DO PROGRAMA, QUAIS SEJAM:- A HISTÓRIA DO INÍCIO DA CRIADORA DA FEIRA COM UM BRECHÓ .

    – A FEIRA – ERA UM PROJETO QUE DESCONHECIA.

    – O LIVRO SOBRE LUANA E O BERIMBAU MÁGICO

VERBATIM

  • Não sabia da história dela, do começo da história dela, que começou numa praça lá na Zona Norte vendendo suas roupas, então dá para ver que tem futuro porque eu estou assim hoje em dia, estou vendendo roupas usadas no meu quintal para conseguir gerar uma renda por enquanto. Dá para ter
    perseverança que eu dia eu posso conseguir sim.
  • Das histórias que a gente acaba não vendo na correria da vida. Abriu a minha visão para isso, para os pretos, a gente deixa a correria tirar a nossa percepção das pessoas, do que elas precisam, da igualdade.
  • A história eu não sabia. Normalmente você só sabe quando vê na Tv ou em rádios maiores.
  • O negócio é investir, investiu em publicidade e em propaganda, mesmo que de forma orgânica e, obviamente, como o público-alvo são os negros, então isso incentiva muito, estimula muito.
  • Melhor do que descobrir foi saber da existência da feira que eu não sabia e deu vontade agora de conhecer pessoalmente, passar lá e ver como é que funciona. Acho que meu maior ganho foi conhecer o projeto que eu não conhecia.
  • Eu também não conhecia a existência da feira, mas uma coisa que me chamou muito a atenção foi a série de livros que eu não vou me lembrar o nome do autor agora, a série de livros da Luana e o berimbau mágico, me interessou bastante porque eu tenho um sobrinho que joga capoeira, então eu me interessei por essa estória para mostrar para ele.

AVALIAÇÃO – O QUE PODERIA MELHORAR

  • ALGUMAS OPORTUNIDADES DE MELHORIAS FORAM APONTADAS.

    – DEVERIA TER EPISÓDIOS MAIS LONGOS (MEIA HORA, P.EX.)

    – MAS TAMBÉM HOUVE QUEM ACHOU QUE OS EPISÓDIOS DEVERIAM MAIS CURTOS (5 A 7 MINUTOS).

    – HOUVE QUEM SUGERISSE PEGAR A TOTALIDADE DO TEMPO DOPROGRAMA E FRACIONAR EM MAIS DO QUE 12 EPISÓDIOS.

    – TER INTEIRAÇÃO COM OS OUVINTES (PARTICIPAÇÃO POR WHATSAPP PARA A PESSOA CONTAREM SUAS HISTÓRIAS.

VERBATIM

  • Eu gostaria de episódios maiores porque eu tenho o costume de escutar áudios maiores, podcasts essas coisas. Ter mais histórias para contar.
  • Eu gosto de meia hora, meia hora é um bom tempo.
  • Colocaria inteiração com os ouvintes ou daria uma pausa no áudio porque não é todo mundo que tem esse interesse. Normalmente no nosso mercado hoje as pessoas não têm todo esse tempo (Nota: refere-se à meia hora da participante anterior) disponível para ficar ouvindo. Ou não tem tempo ou paciência. Vê que é 10 minutos e está na correria e não vai ouvir. Teria que fracionar os episódios. De 5 a 7 minutos a pessoa não tem como escapulir.
  • Eu fracionaria mais, pegaria o total e fracionaria em mais episódios.
  • Fracionaria o episódio com músicas e pediria depoimentos das pessoas. A pessoa mandaria por áudio pelo Whatsapp, eles dariam uma olhadinha e ficaria intercalando o programa com a história da pessoa.
  • Eu acredito que o formato que está seja o ideal. Talvez a inteiração com os ouvintes, mas fora isso o projeto está bem feito, acho que o tempo (duração) é o ideal.
  • Justamente de ter a opção de alguém poder contar uma história, dar um testemunho.
  • O tempo está bom, 10 minutos é um bom tempo.
  • Se tivesse como o ouvinte se comunicar com a rádio por Whatsapp ou por telefone seria bom também para a gente conhecer outras histórias.
  • Interagir mais com o público por Email, Whatsapp, por Direct. Acho que ouvir outras histórias incentivaria mais as pessoas.

PROGRAMAS SEMELHANTES

  • OS PARTICIPANTES DO GRUPO NÃO SE RECORDARAM DE PROGRAMAS SEMELHANTES.
  • FORAM CITADO APENAS S “ALGUNS FORMATOS PARECIDOS” EM RADIOS COMERCIAIS ( ALPHA,
    BAND E METROPOLITANA).

VERBATIM

  • Não.
  • Realmente não.
  • Estou descobrindo por que não sou muito de ouvir rádio, estou descobrindo agora.
  • Não.
  • Já tinha ouvido algo parecido, mas são programas bem raros de se achar. Eu vi quando estava no carro e de 10 rádios é 1 ou 2 que acaba fazendo esse tipo de programa. Normalmente é mais voltado para outros nichos, não é voltado para esse assunto.
  • Não lembro, acho que foi na Alpha, a Band também fez alguns formatos parecidos, a Metropolitana faz de madrugada, tinha o Band Coruja.

SUGESTÕES DE TEMAS (NOVOS PROGRAMAS)

  • OS TEMAS SUGERIDOS PARA NOVOS PROGRAMAS FORAM:

    – NOTÍCIAS DO BAIRRO.

    – NOTICIAS DE EVENTOS DE PREFEITURAS, SUBPREFEITURAS NA REGIÃO (ESPECIALMENTE OS GRATUITOS).

    – DEPRESSÃO.

    AUTOAJUDA.

    – EMPREENDEDORISMO.

    – COMBATE DA VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER.

    – ALGUMA COISA QUE “TIRASSE ELES (JOVENS) DAS TELAS”.

VERBATIM

  • Como é uma rádio e bairro, um tema seriam as notícias do bairro, do dia e também de eventos que vai ter em torno da região, eventos das prefeituras, subprefeituras e especialmente os gratuitos.
  • Depressão, autoajuda. Seria bem interessante trabalhar nessa área.
  • Eu acho que seria legal empreendedorismo e combate à violência contra a mulher.
  • Igualdade; os jovens sofrem muito de depressão, então alguma coisa que tirasse eles das telas.
  • Empreendedorismo.

CONSELHO(S)” QUE DARIA PARA A EMISSORA (GERAL)

  • ALGUNS CONSELHOS GERAIS FORAM DADOS À EMISSORA.

– CONTINUAR O QUE VEM FAZENDO PORQUE ESTARIA NO “CAMINHO CERTO”.

– TER ESPAÇO PARA A FALA DA POPULAÇÃO – VIA WHATSAP E EMAIL.

– DIVULGAR A RÁDIO NAS MÍDIAS SOCIAIS.

– FAZER PODCASTS.

VERBATIM

  • Continuar no caminho que estão que é um caminho bom, foi muito bom esse tema desses episódios.
  • Não tenho muita coisa para sugerir. Só continuar, acho que estão no caminho certo.
  • Abrir mais oportunidade para população, para a fala da população pelo Whatsapp, Email.
  • Dar mais oportunidade para ouvir histórias das pessoas. Eu me encanto com as histórias das pessoas
  • Divulgar mais a rádio pelas mídias sociais e fazer inteiração com o público. Eu fiz blitz pela Transcontinental, então, entrava ao vivo falando onde ia estar a blitz. Fazer inteiração com o ouvinte para pedir músicas e ganhar brindes. Se você interagir com o ouvinte ele sempre vai estar presente.
  • E podcasts porque as pessoas estão ouvindo bastante, então vai chamando os empreendedores dos locais.
Divulga RadCom Sp